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Cães do CBMSC ocupam topo nacional em certificações

Cães do CBMSC ocupam topo nacional em certificações
Com 54 certificações nacionais, o CBMSC lidera o ranking brasileiro em resgate com cães, atuando apenas com binômios devidamente certificados. (Fotos: Divulgação/CBMSC)

Publicado em 09/02/2026

Em situações de emergência extrema, quando cada minuto pode definir o desfecho de uma ocorrência, Santa Catarina se destaca por um recurso que vai além de equipamentos e protocolos. O Corpo de Bombeiros Militar do Estado (CBMSC) reúne hoje os cães de busca e resgate mais certificados do Brasil, reconhecimento confirmado pelo ranking nacional do Comitê de Busca, Resgate e Salvamento com Cães (CONABRESC), ligado à Liga Nacional dos Corpos de Bombeiros Militares (LIGABOM).

O levantamento coloca o CBMSC no topo do país em número de certificações, resultado direto de um modelo de treinamento rigoroso e de critérios técnicos que priorizam a excelência antes da atuação em ocorrências reais.

Cães catarinenses ocupam o topo do ranking

Os quatro cães mais bem classificados do Brasil pertencem à corporação catarinense. Moana lidera o ranking nacional ao alcançar o Nível 11, a graduação máxima existente hoje, com atuação em quatro modalidades diferentes. Na sequência aparecem Bono, com Nível 10; Nick, no Nível 8; e Luna, com Nível 7.

Além deles, Santa Catarina mantém um grupo de dez cães operacionais que, juntos, somam 54 certificações nacionais. O índice de aprovação elevado evidencia a eficiência do chamado binômio, a parceria técnica entre o cão e seu condutor, considerada fundamental para o sucesso das operações.

 

Os quatro cães mais bem classificados do país atuam em Santa Catarina, com destaque para Moana, que atingiu o nível máximo nacional em operações de busca e resgate.

 

Preparação para cenários urbanos e áreas de mata

O diferencial do trabalho catarinense está na versatilidade. Os treinamentos são organizados em dois grandes ambientes operacionais. O primeiro é o urbano, voltado a buscas em escombros, deslizamentos e estruturas colapsadas, situações comuns após períodos de chuvas intensas. O segundo é o rural, direcionado à localização de pessoas desaparecidas em áreas de mata fechada, como a Mata Atlântica.

Dentro desses cenários, os cães recebem capacitação específica para dois tipos de missão: a busca por vítimas vivas, utilizando o faro aéreo conhecido como “venteio”, e a busca por restos mortais (RM), técnica essencial para a localização de tecidos biológicos em grandes tragédias e para a conclusão das buscas.

Certificação antes da atuação em ocorrências reais

De acordo com o major Alan Delei Cielusinsky, presidente da Coordenadoria de Busca, Resgate e Salvamento com Cães de Santa Catarina, o ranking nacional funciona como um indicador técnico do nível de preparo das equipes. Segundo ele, a corporação catarinense adota uma regra clara: nenhum cão atua em ocorrências reais sem estar devidamente certificado.

“O ranking é um termômetro de excelência. Ele estimula os binômios a buscarem o mais alto nível de especialização. Em Santa Catarina, só colocamos cães em operação depois que cumprem todos os critérios de certificação”, explica o major. Ele lembra que essa exigência se mostra decisiva em situações como o desabamento de um prédio no Rio de Janeiro, onde cães tiveram papel central nas buscas em escombros.

Atuação decisiva em tragédias recentes

O uso de cães de resgate é uma realidade frequente no Sul do país, especialmente em ocorrências envolvendo deslizamentos de terra. Segundo o major Cielusinsky, o animal funciona como uma ferramenta de alta precisão, seja na localização de vítimas com vida, seja na identificação de restos mortais, tanto em áreas urbanas quanto em regiões de mata densa.

Casos recentes em Minas Gerais, Roraima e no Alto Vale do Itajaí reforçam a importância desse tipo de atuação especializada, sobretudo em cenários onde o acesso humano é limitado ou extremamente arriscado.

Especialidades raras reforçam liderança catarinense

Entre os destaques do CBMSC está o cão Fogo, do município de Blumenau. Ele é o único do grupo treinado para a técnica de odor específico, um método de rastreio altamente preciso que permite seguir um rastro individual, ignorando estímulos e distrações ao longo do percurso.

Para o major Alan, o reconhecimento nacional não é um objetivo em si, mas consequência de um trabalho contínuo. “O ranking reflete nosso compromisso com a sociedade. A ideia é garantir que, nos momentos mais críticos, o cidadão catarinense tenha à disposição o que há de mais preparado no país em busca e resgate”, afirma.

Com investimento permanente em capacitação e critérios técnicos rigorosos, Santa Catarina consolida sua posição como referência nacional em operações de resgate com cães, atuando onde muitas vezes nenhuma outra tecnologia consegue chegar.

 

 

 

Da redação

Fonte: Secom

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