Cardápio escolar em SC impacta saúde e aprendizagem
Após período de férias, em que o consumo de ultraprocessados costuma aumentar, o retorno à escola na rede estadual de ensino em Santa Catarina marca a retomada de uma rotina alimentar equilibrada para mais de 100 mil estudantes atendidos pela Risotolândia
O retorno às aulas na rede pública estadual de Santa Catarina traz de volta não apenas a rotina de estudos, mas um pilar fundamental para o desenvolvimento de crianças e adolescentes: a regularidade nutricional. Responsável por servir 105 mil refeições diárias em 332 escolas do estado, a Risotolândia preparou para este início de ano letivo cardápios focados em "comida de verdade", visando combater a má nutrição e impulsionar o aprendizado.
Durante as férias escolares, é comum que a rotina alimentar das famílias sofra alterações, com maior consumo de alimentos industrializados, açúcares e horários irregulares. Segundo especialistas, a volta às aulas funciona como um "marco regulatório" para a saúde da criança.
"A escola é um ambiente de proteção alimentar. O cardápio que servimos na rede estadual segue rigorosamente as diretrizes do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar), priorizando alimentos in natura, limitando açúcar e sódio, e oferecendo o aporte de vitaminas necessário para o crescimento", explica Larissa Schlupp, nutricionista e coordenadora da Risotolândia em Santa Catarina. Ela reforça que, para muitos alunos, a refeição na escola é a mais completa e nutritiva do dia.
Combustível para o cérebro A preocupação com o que vai no prato tem relação direta com o que acontece na sala de aula. Estudos apontam que a carência de nutrientes como ferro e vitaminas do complexo B pode resultar em falta de concentração, fadiga e dificuldades de memória.
Para garantir que os alunos tenham energia para aprender, o planejamento da Risotolândia inclui uma logística complexa que leva ingredientes frescos às cozinhas das escolas. "Nosso foco é descascar mais e desembalar menos. O aluno bem alimentado tem mais disposição, adoece menos e, consequentemente, tem um desempenho escolar superior", pontua a nutricionista.
Da redação
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