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Estudo avalia efeitos da jornada 5X2 em SC

Estudo avalia efeitos da jornada 5X2 em SC
Levantamento da Fecomércio SC estima perda de 27 mil empregos no setor terciário caso a jornada caia para 40 horas semanais. (Foto: Freepik)

Publicado em 27/02/2026

Um estudo conduzido pela Fecomércio SC acende um alerta para o mercado de trabalho catarinense diante das discussões em Brasília sobre a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas e o fim da escala 6x1. De acordo com a entidade, caso o modelo em debate no Congresso Nacional seja aprovado, o setor terciário do estado poderá perder pouco mais de 27 mil vagas formais.

A estimativa considera apenas atividades ligadas ao comércio, aos serviços e ao turismo. Desse total, cerca de 13,6 mil postos estariam no comércio e aproximadamente 13,7 mil nos serviços, grupo que inclui também o turismo. Proporcionalmente, o comércio seria o segmento mais atingido.

Impacto nos custos das empresas

A projeção da federação aponta que a principal consequência da mudança seria o aumento do custo da hora trabalhada, com reflexo direto na folha salarial. No comércio, a elevação média estimada é de 9,4%. Já no setor de serviços, o acréscimo projetado é de 6,9%.

Segundo o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, os pequenos negócios tendem a sentir de forma mais intensa os efeitos da medida, já que a folha de pagamento representa uma parcela maior das despesas totais. Para manter o funcionamento nos atuais moldes, as empresas poderiam ser levadas a contratar mais funcionários ou ampliar o pagamento de horas extras.

Dagnoni também afirma que parte desse custo adicional deve ser repassada ao consumidor. Ele cita estudo da Confederação Nacional do Comércio que aponta possibilidade de impacto de até 13% nos preços finais. Para a entidade, o país ainda não reúne condições para que a alteração seja implementada por meio de imposição legal.

A posição defendida tanto pela Fecomércio SC quanto pela Confederação Nacional do Comércio é que eventuais mudanças na jornada ocorram por meio de negociação coletiva entre empregadores e trabalhadores.

Subsetores mais expostos

Entre as atividades analisadas, o estudo destaca os supermercados como um dos segmentos mais vulneráveis. Atualmente, mais de 93% dos trabalhadores do setor cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais. Nesse caso, o aumento estimado no custo da hora trabalhada chega a 10,6%, índice acima da média estadual. Os supermercados integram o grupo do comércio varejista não especializado, responsável por quase um quarto do aumento médio de custos no comércio.

Outros segmentos também aparecem com elevações significativas. Nas lojas de materiais de construção, o acréscimo projetado é de 9,7%. Já nas farmácias, a estimativa aponta aumento de 8,7%. No setor de serviços, o transporte rodoviário de cargas lidera o impacto, com alta prevista de 9,7% no valor da hora trabalhada.

Para auxiliar os empresários, a Fecomércio SC disponibilizou em seu site uma ferramenta que permite calcular o impacto da mudança conforme a Classificação Nacional de Atividades Econômicas. A plataforma oferece simulações para diferentes subsetores do comércio e dos serviços, possibilitando uma estimativa individualizada dos custos.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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