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Gripe K tem 17 casos confirmados em SC

Gripe K tem 17 casos confirmados em SC
Identificada como uma variação do influenza A (H3N2), a gripe K vem sendo monitorada no Estado após confirmações em diferentes regiões. (Foto: Freepik)

Publicado em 30/01/2026

A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou a circulação da chamada gripe K em diferentes regiões do Estado e acompanha a situação com atenção. Ao todo, 17 casos já foram identificados em seis municípios catarinenses, sem registro de agravamento clínico entre os pacientes até o momento.

Conhecida internacionalmente desde 2025, a gripe K corresponde a uma variação genética do vírus influenza A (H3N2) e não representa uma nova mutação. O primeiro diagnóstico no Brasil ocorreu em dezembro, no estado do Pará, e desde então a infecção vem sendo detectada em outras partes do país.

Onde os casos foram registrados

Em Santa Catarina, a maioria das confirmações ocorreu em Florianópolis, com 11 pacientes. Tubarão aparece na sequência, com dois casos. As demais ocorrências foram registradas em Braço do Norte, Palhoça, São José e São Ludgero, com um caso em cada município.

Segundo a Secretaria da Saúde, os primeiros sintomas surgiram entre novembro e dezembro de 2025. A investigação epidemiológica aponta que parte das infecções pode ter ocorrido fora dos municípios de residência ou até mesmo em outras regiões do Brasil. As prefeituras já foram notificadas e realizam o rastreamento das possíveis fontes de contágio.

Os casos foram identificados em todas as faixas etárias, tanto no monitoramento da síndrome gripal quanto nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

Gravidade não difere da influenza sazonal

De acordo com a SES, até esta quarta-feira (28), não há indícios de que a gripe K esteja associada a quadros mais graves do que os observados com outras cepas de influenza que costumam circular nesta época do ano.

Em nota, a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) destacou que a experiência internacional aponta maior impacto entre grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças pequenas, gestantes, puérperas e pessoas com doenças pré-existentes. Por esse motivo, as ações de prevenção e assistência foram reforçadas.

Ainda em dezembro, a Dive emitiu um alerta com orientações específicas para a população e para os serviços de saúde, diante da possibilidade de aumento de casos. Apesar das confirmações, não foi observado crescimento fora do esperado nem mudança no padrão da doença.

Sintomas ajudam a diferenciar da gripe comum

Os sinais iniciais da gripe K são semelhantes aos da influenza tradicional, mas costumam se manifestar de forma mais intensa. O quadro geralmente começa de maneira abrupta, com febre alta, dores musculares fortes e sensação acentuada de mal-estar e cansaço.

Com a evolução da doença, podem surgir tosse e dor de garganta, embora nem todos os pacientes apresentem todos os sintomas. A prostração significativa é um dos pontos que mais chamam atenção nos casos confirmados.

Essa combinação permite distinguir a gripe K de um resfriado comum, que costuma causar coriza, espirros frequentes e desconforto leve. Na gripe K, a febre elevada e as dores no corpo tendem a impactar mais a rotina e a disposição física do paciente.

 

 

 

Da redação

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