00:00
21° | Nublado

Indústria de SC supera média nacional

Indústria de SC supera média nacional
A indústria catarinense manteve desempenho positivo em 2025, apoiada na diversificação produtiva e no impacto da construção civil. (Foto: Freepik)

Publicado em 11/02/2026

Santa Catarina encerrou 2025 com alta de 3,2% na produção industrial, resultado que contrasta com a retração de 0,2% registrada no país no mesmo período. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal Regional, divulgada pelo IBGE.

Apesar do desempenho superior ao nacional, o avanço ocorreu em meio a um cenário de perda de ritmo em boa parte dos segmentos. Levantamento da Federação das Indústrias de Santa Catarina (FIESC) aponta que dez dos 13 setores analisados desaceleraram ao longo do ano.

Segundo o presidente da FIESC, Gilberto Seleme, o ambiente econômico explica parte dessa dinâmica. Ele cita os juros elevados, o consumo interno mais restrito e a redução das exportações para mercados estratégicos, como Estados Unidos e China, como fatores que influenciaram o comportamento da indústria.

Diversificação sustenta resultado

Para o economista-chefe da entidade, Pablo Bittencourt, a estrutura diversificada da indústria catarinense foi decisiva para manter o crescimento mesmo em um contexto menos favorável. Segmentos menos sensíveis às oscilações do ciclo econômico e o momento da construção civil ajudaram a compensar a desaceleração em outras áreas.

O setor de produtos de metal liderou o desempenho, com alta de 10,8%, impulsionado pela usinagem e pela demanda por itens intermediários, além do avanço das obras na construção civil, que ampliaram a procura por estruturas metálicas.

O aquecimento da construção também refletiu na fabricação de minerais não metálicos, que cresceu 5,1%, com destaque para a cerâmica de revestimento. Esse encadeamento produtivo beneficiou ainda os segmentos de coloríficos, químicos e tintas, contribuindo para o avanço de 3,4% da indústria química.

Alimentos e máquinas em alta

O setor de alimentos apresentou crescimento de 5,9%, apoiado na ampliação das exportações e na diversificação de mercados de destino. Já a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos avançou 7,2%, enquanto o segmento de máquinas e equipamentos registrou alta de 6,3%, resultado associado ao programa de depreciação acelerada e ao desempenho da safra agrícola.

Na outra ponta, alguns ramos fecharam o ano em retração. A produção de madeira caiu 4,5% e a de móveis recuou 2,9%, reflexo das medidas tarifárias adotadas pelos Estados Unidos. O setor de veículos automotores, reboques e carrocerias também apresentou queda, de 3,6%.

Projeção para 2026

Para 2026, a FIESC estima expansão de 2,06% na produção industrial catarinense. A avaliação é de que o crescimento deve ocorrer de forma gradual, já que eventuais reduções na taxa básica de juros tendem a produzir efeitos ao longo do tempo.

De acordo com Bittencourt, a expectativa é de melhora mais consistente no segundo semestre, com possível aumento da renda disponível das famílias e impacto da queda da Selic sobre o consumo interno. Setores mais dependentes de crédito, como máquinas e equipamentos, podem ser beneficiados nesse cenário.

 

 

  

Da redação

Fonte: RCN

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News