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SC se torna modelo nacional no cuidado à fibromialgia

SC se torna modelo nacional no cuidado à fibromialgia
Santa Catarina se consolidou como referência nacional ao reconhecer pessoas com fibromialgia como Pessoas com Deficiência, garantir prioridade no atendimento e criar a Carteira Estadual de Identificação. (Foto: Ana Quinto/Agência AL)

Publicado em 17/02/2026

Santa Catarina se consolida como referência nacional na defesa dos direitos das pessoas com fibromialgia. O Estado saiu na frente ao reconhecer os pacientes como Pessoas com Deficiência, garantir prioridade no atendimento e instituir a Carteira Estadual de Identificação, ampliando o acesso a políticas públicas e benefícios legais. A legislação catarinense se tornou modelo para o país e antecedeu a própria norma federal que passou a assegurar direitos semelhantes em todo o território nacional.

O protagonismo ganhou força com a Lei nº 18.928, de autoria do deputado Maurício Peixer, que equiparou a fibromialgia à deficiência no âmbito estadual. Posteriormente, a Lei Federal nº 14.705/2025 consolidou esse entendimento em nível nacional. Em Santa Catarina, mais de 1,5 mil carteiras já foram emitidas, e o Estado estruturou, em 2024, a Linha de Cuidado para a Atenção à Saúde das Pessoas com Dor Crônica no SUS.

Avanços no SUS e novas terapias

O Parlamento catarinense também aprovou a Lei nº 19.136/2024, que institui a Política Estadual de Fornecimento Gratuito de Medicamentos à base de Cannabis pelo SUS estadual, ampliando alternativas terapêuticas para pacientes com doenças crônicas, entre elas a fibromialgia.

Durante o Fevereiro Roxo, campanha de conscientização sobre lúpus, Alzheimer e fibromialgia, parlamentares reforçam a importância do diagnóstico precoce, do combate ao preconceito e da ampliação das políticas públicas. O deputado Neodi Saretta, presidente da Comissão de Saúde, destaca que o período é um chamado à empatia e à atenção às doenças crônicas, muitas vezes invisíveis.

A dor que tem nome e história

É nesse cenário que a história de Raquel Guesser ganha significado coletivo. Há 20 anos, a dor entrou de forma inexplicável em sua rotina. Vieram a fadiga constante, os distúrbios do sono e a sensação de que o próprio corpo havia se tornado um território imprevisível. Após uma longa peregrinação por consultórios, recebeu o diagnóstico de fibromialgia, síndrome crônica que atinge principalmente mulheres e não tem cura.

Em Santa Catarina, estima-se que entre 100 mil e 150 mil pessoas convivam com a doença. No Brasil, cerca de 3% da população é afetada. Raquel não é apenas um dado estatístico. Sua trajetória ajudou a dar rosto a uma condição frequentemente desacreditada.

“Viver com fibromialgia significa enfrentar dores contínuas que transformam até os menores movimentos em grandes desafios”, relata. Representante da associação Fibrofloripa, ela afirma que a doença pode ter sido desencadeada por um trauma emocional. “A gente não percebe, mas o corpo fala o tempo todo.”

Reconhecimento e visibilidade

Nas redes sociais, relatos semelhantes se multiplicam. Mulheres descrevem a sensação de invisibilidade e incompreensão diante de uma dor que não aparece em exames simples. A legislação catarinense trouxe reconhecimento formal a essa realidade. “Agora temos direitos. Conquistamos reconhecimento com a carteirinha”, resume Raquel.

Ao transformar dor em política pública, Santa Catarina ampliou garantias legais e deu visibilidade a uma condição que durante anos foi silenciada, consolidando um modelo que hoje inspira outras iniciativas no país.

 

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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