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Viagens de fim de ano ganham foco no bem-estar pet
Cresce o número de famílias que reorganizam viagens para incluir o seu bichinho de forma segura e confortável

Viagens de fim de ano ganham foco no bem-estar pet
Aumento de viagens familiares com pets exige atenção redobrada ao destino, hospedagem e cuidados emocionais. (Foto: Divulgação)

Publicado em 07/12/2025

Com a chegada das festas de fim de ano, cresce o número de famílias que consideram os pets parte essencial do planejamento das férias. A escolha do destino, da hospedagem e até do meio de transporte passou a levar em conta o bem-estar do animal, impulsionada pela ampliação de locais e serviços pet friendly no país.

Levar o pet na viagem pode ser uma experiência positiva, mas exige atenção. É necessário confirmar se a hospedagem realmente aceita animais, avaliar a estrutura, verificar documentos e cuidados de saúde e analisar se o trajeto será confortável. Para quem prefere deixar o pet aos cuidados de profissionais, a antecipação é igualmente importante, já que hotéis, creches e pet sitters registram alta procura no período.

A seguir, a psicóloga Juliana Sato, especialista em luto pet e comportamento humano, destaca os principais fatores que influenciam essa decisão.

1. Critério central do planejamento

Para muitas famílias, o ponto de partida do planejamento é a pergunta: “Como o meu pet vai ficar?” A resposta costuma redefinir destino, datas, duração e meio de transporte.

2. Escolha do destino

Responsáveis priorizam locais com estrutura consistente para pets, como hospedagens verdadeiramente preparadas, ambientes tranquilos e acesso a áreas externas.

3. Preocupação com o bem-estar do pet

Pets idosos, doentes ou sensíveis a ruídos, especialmente no período de fogos, demandam cuidados adicionais. Nesses casos, muitas famílias evitam viagens longas, voos ou destinos mais movimentados.

4. Aspecto emocional do responsável

O estado emocional de quem convive com o pet influencia a decisão. Pessoas em momentos de fragilidade afetiva podem preferir não se afastar do animal. Já quem vive o luto pela perda de um pet tende a buscar viagens como forma de reorganizar a rotina, descansar emocionalmente ou se afastar de gatilhos da convivência diária. A ansiedade de separação, tanto do responsável quanto do animal, também interfere no planejamento.

5. Logística e confiança

Quando o pet não acompanha a família, a escolha de creches, hotéis ou pet sitters se torna etapa crucial. A confiança no profissional define se a viagem ocorrerá de forma tranquila.

6. Tendência de viagens curtas e contato com a natureza

Cresce a busca por viagens mais curtas, principalmente de carro, para destinos tranquilos e próximos à natureza. Esse tipo de deslocamento tende a ser mais seguro e menos estressante para o animal.

7. Impacto no orçamento

Levar o pet altera os custos da viagem. Hospedagens podem ser mais caras, algumas cobram taxas extras e há compras específicas necessárias para garantir conforto e segurança.

8. Mudança no conceito de descanso

O descanso passa a incluir a rotina do pet. Pausas, horários de alimentação, caminhadas e atividades ao ar livre são incorporados à programação familiar.

Por fim, Juliana Sato reforça que, seja qual for a decisão, o ponto central é o mesmo: a viagem precisa ser planejada com responsabilidade, respeitando as necessidades emocionais e físicas do animal. O bem-estar do pet, afirma, deve guiar cada etapa da escolha, garantindo férias tranquilas para toda a família.

 

 

 

Da redação

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