EPIC, um épico sobre Elvis Presley, chega às telonas de Floripa
Documentário eletrizante mostra um Elvis nunca visitado, no auge da sua carreira nos anos 70, preciosidade costurada por Baz Luhrmann e Jonathan Redmond a partir de um acervo inédito
Se tem um filme que nesta semana merece ser visto numa daquelas telas gigantes de cinema e com o melhor som dolby stereo é “EPIC” – sigla para “Elvis Presley in Concert”. São cem minutos de puro êxtase proporcionados pelo trabalho incrível de pesquisa e direção de Baz Luhrmann, cineasta e roteirista australiano (leia-se grandes obras como Moulin Rouge, The Great Gatsby ou Romeu and Juliet). O documentário – sim, não há uma só cena de ficção e o único ator do elenco é o próprio Elvis falando da sua vida e sua percepção de mundo – foi lindamente montado por Jonathan Redmond em cima de imagens inéditas e descobertas recentemente.
O filme é construído a partir de mais de 59 horas de filmagens recém-restauradas de shows e de sua residência em Vegas, focando principalmente na temporada de 1969-1976 no International Hotel em Las Vegas e na turnê de 1972. Pasmem: foram descobertas 69 caixas de negativos de filme (35mm e 8mm), incluindo os shows "Elvis: That's the Way It Is" (1970) e "Elvis on Tour" (1972). E onde estava essa preciosidade resgatada por Luhrmann? Em minas de sal subterrâneas no Kansas (EUA), dentro de cofres de propriedade da Warner Bros. Sim, meus amigos, enterradas assim como Elvis desde 1977.
Com direção de Baz Luhrmann, o filme apresenta um Elvis em plena forma nos anos 70, à frente de grandes turnês e de uma maratona de apresentações que ultrapassou 1.100 shows em poucos anos.
Histeria e beijo na boca das fãs
O tom do documentário é testemunhal, narrado pelo próprio Elvis, que fala sem filtro da sua rotina, das influências que recebeu do gospel e do country na infância pobre, da interação com a sua equipe, do (in)explicável frenesi das fãs, do desafio do cansaço extremo – Elvis fazia dois shows por dia, cinco dias na semana e chegou à marca de 1.100 shows entre 1969 e 1973. Não espere desse trabalho algo polêmico ou que detalhe passagens históricas da sua vida e obra, contando treta com empresário, uso exagerado de medicamentos, relacionamentos abusivos com a mulher, desavenças com os pais e etc. Aliás, isso Baz Luhrmann já mostrou em outro documentário, o “Elvis”, lançado em 2022.
O que vemos neste atual são os bastidores de grandes turnês dos anos 70 e um Elvis num dos melhores momentos de sua carreira, fisicamente empoderado, com a melhor estrutura de shows e os figurinos que marcaram pra sempre seu estilo, além de se mostrar totalmente à vontade e curtindo o que fazia. Os improvisos em cada show, a histeria das fãs que ganhavam muitos beijos na boca do seu ídolo, e seu relacionamento próximo com os músicos da banda e backing vocals são as melhores partes.
Qualidade que Elvis não conheceu
Importante dizer que, apesar de ser um documentário montado 100% com imagens originais recém-descobertas, que datam de mais de 50 anos, a qualidade tanto da imagem como do som é surpreendentemente incrível. Parecem ter sido captados na melhor tecnologia da semana passada. E isso se deve a um cuidadoso trabalho de restauração com qualidade IMAX, que durou cerca de dois anos. Portanto, não desperdice todo esse empenho e vá ao cinema assisti-lo. Esperar para chegar ao streaming pode ser mais econômico e cômodo, mas jamais fará jus à grandeza do que a telona te proporciona em trabalhos como esse.
Vou deixar o trailer aqui para sentir um trechinho desse trabalho. E, caso subitamente seus pés e pernas não começarem a acompanhar o ritmo, desista. Esse filme não é para você. Clique aqui.
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Sobre o autor
Karin Verzbickas
Jornalista conhecida por suas resenhas de filmes no Jornal Imagem da Ilha
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