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Novas armadilhas reforçam combate ao Aedes aegypti em Floripa
A Vigilância Epidemiológica aposta no monitoramento contínuo para conter novos surtos e identificar áreas de maior risco

Novas armadilhas reforçam combate ao Aedes aegypti em Floripa
Florianópolis inicia instalação de mais de 1.200 ovitrampas para monitorar focos do Aedes aegypti na Ilha e no continente. (Foto: Freepik)

Publicado em 12/11/2025

A partir desta quarta-feira (12), Florianópolis inicia uma nova etapa no monitoramento do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, Zika e chikungunya. A Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância Epidemiológica e do Departamento de Controle de Zoonoses (DCZ), instalará mais de 1.200 ovitrampas na Ilha e no continente, ampliando a vigilância e o controle do vetor em todas as regiões da Capital.

Redução significativa nos casos de dengue

Até outubro deste ano, a cidade contabilizou 1.867 casos confirmados de dengue, com 140 internações e três mortes. Embora os números ainda preocupem, representam uma expressiva redução em relação ao mesmo período de 2024, quando foram registrados 11.740 casos, 283 internações e 23 óbitos. A Vigilância Epidemiológica atribui a queda ao trabalho contínuo de monitoramento, bloqueios e campanhas de conscientização.

Como funcionam as ovitrampas

As armadilhas — simples e eficazes — são compostas por um recipiente preto com água e uma palheta de madeira, que simula o ambiente ideal para que o mosquito deposite seus ovos. O método permite identificar precocemente a presença do vetor. As ovitrampas serão instaladas com distância média de 300 metros entre si, garantindo cobertura total dos bairros, conforme as normas técnicas do Ministério da Saúde.

Alguns dias após a colocação, os Agentes de Combate a Endemias recolhem as palhetas e encaminham o material para análise laboratorial. A contagem dos ovos revela o nível de infestação por área, orientando as ações de controle, bloqueio e educação em saúde.

Monitoramento constante e apoio da população

De acordo com a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Florianópolis, Marinice Teleginski, as armadilhas permanecerão ativas durante todo o ano, com substituição regular das palhetas e análises mensais. “Com esse acompanhamento contínuo, conseguimos identificar com precisão as áreas mais críticas e direcionar nossas equipes de forma mais eficiente. O apoio da população é essencial nesse processo”, destaca.

Agentes de campo seguem essenciais

Mesmo com a ampliação do uso de tecnologia, as ovitrampas não substituem o trabalho de campo. As visitas domiciliares continuam sendo fundamentais para eliminar criadouros e orientar os moradores. Os agentes concentram suas ações nas áreas onde o risco de infestação é maior, identificadas a partir dos dados coletados pelas armadilhas.

A Prefeitura reforça a importância de atitudes simples no dia a dia para evitar a proliferação do mosquito: eliminar recipientes com água parada, manter caixas d’água tampadas, limpar calhas e ralos regularmente e evitar o acúmulo de lixo e entulhos.

 

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Da redação

Fonte: PMF

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