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Raul Sartori apresenta mix de notícias políticas de SC - 02/01

Raul Sartori apresenta mix de notícias políticas de SC - 02/01
Recuo de Flávio entra no radar no humor de Ed. Carlos ***CLIQUE PARA AMPLIAR

Publicado em 02/01/2026

Recuo de Flávio 1

    A manutenção da candidatura de Carlos Bolsonaro (PL) ao Senado por SC, mesmo com o espaço aberto no Rio de Janeiro pela decisão do senador Flávio Bolsonaro de concorrer à Presidência, foi interpretada pelo Centrão como um sinal de que o irmão ainda pode recuar da eleição nacional. O cenário, no entanto, é descartado pela família.

 

 

Recuo de Flávio 2

   Conforme análise da “Folha de S. Paulo”, Flávio era apontado como favorito à reeleição ao Senado, o que fez com que o ex-presidente Jair Bolsonaro traçasse o plano de mudar Carlos para SC com o objetivo de ampliar a presença da família na Casa. Mesmo com o espaço aberto no Rio e uma briga na direita em SC, Carlos renunciou ao mandato de vereador na capital fluminense seis dias depois do anúncio do irmão mais velho e mudou seu título eleitoral para São José, na região metropolitana de Florianópolis. Aliados dele dizem que a candidatura é irreversível e que, por isso, não fazia sentido adiar mais a mudança.

 

 

Recuo de Flávio 3

   Tudo isso deixa o governador Jorginho Mello numa sinuca. Ele apostava na reeleição do senador Esperidião Amin (PP) e na candidatura da deputada federal Caroline De Toni (PL), mas agora terá que ceder uma das vagas para Carlos por indicação de Bolsonaro. Em 2026, duas cadeiras estarão em disputa. Por causa desse cenário, políticos do Centrão afirmam que o natural seria o “01” rever os planos e concorrer ao Senado pelo Rio, na vaga do irmão.

 

 

Triste ranking 1

   Mapeamento nacional feito pela Polícia Rodoviária Federal , com dados até 30 de novembro, aponta que a região mais crítica do país para acidentes graves de trânsito em todas as rodovias federais são dois trechos de 10 quilômetros cada um na  BR 101 que passa pelo município de São José, na região metropolitana de Florianópolis. Nesse ano foram 112 acidentes graves entre o km 200 e o km 210 e outros 94 entre este último e o km 220. O mapeamento é feito a cada 10 quilômetros.

 

 

Triste ranking 2

  O levantamento mostra ainda que das 20 primeiras colocações no ranking, há sete trechos violentos da BR 101 em SC, a unidade da federação com mais casos graves. O trecho de São José está sob gestão privada.

 

 

Cotas raciais 1

   O governador Jorginho Mello ainda não decidiu se irá sancionar ou não o projeto de lei que extingue as cotas raciais e outras ações afirmativas na universidade estadual (Udesc) e instituições de ensino que recebem dinheiro do governo, como as vinculadas ao sistema Acafe. O Ministério Público e a Defensoria Pública pedem o veto e antes mesmo de uma decisão sua inconstitucionalidade foi pedida no Supremo Tribunal Federal pela Associação dos Remanescentes do Quilombo Vidal Martins, de Florianópolis.

 

 

Cotas raciais  2

   O assunto foi e continua sendo destaque na mídia nacional.  A pesquisadora, doutora em economia, consultora de impacto ambiental e pesquisadora Priscila Bacalhau, da Fundação Getúlio Vargas, publicou artigo na “Folha de S. Paulo”, citando o que ocorre em SC, perguntando se ainda precisamos de cotas raciais. Conclui que em comparação com políticas baseadas exclusivamente em critérios socioeconômicos, a atual lei é mais efetiva na diversificação racial das salas de aula de nível superior, mas alerta que os estudos mostram  que, sem critérios étnico-raciais explícitos, algumas desigualdades persistem.

 

 

Pendentes de sanção

   Importantes projetos parlamentares aprovados na Alesc aguardam sanção ou veto governamental por estes dias, com impacto direto em áreas como saúde, educação, mobilidade urbana, assistência hospitalar e inclusão. Entre eles estão os que preveem a implantação de rampas de escape em rodovias estaduais, o atendimento prioritário de crianças e adolescentes com câncer, a climatização de escolas da rede pública, o monitoramento digital contínuo de glicemia e à valorização dos hospitais catarinenses.

 

 

Volta ao caixa

    O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Júlio Garcia, decidiu devolver R$ 403 milhões ao Tesouro estadual, por serem sobras do duodécimo, recurso que é obrigatoriamente repassado pelo Executivo aos poderes, todo ano, para seu custeio. Em tempos recentes, os Tribunais de Contas e Justiça e o Ministério Público também devolvem milionárias sobras. Neste ano fazem, pelo menos até agora,  um silêncio perturbador.

 

 

Fraude

    O Brasil registrou impressionantes 10.886.982 tentativas de fraudes bancárias no acumulado de janeiro a setembro deste ano, uma a cada 2,2 segundos, informou ontem o Serasa Experian. O ranking nacional é  liderado por São Paulo, com 3.042.561.  SC comparece na sétima posição, com 441.154. Bancos e instituições financeiras são alvo de 6 a cada 10 tentativas e a faixa etária economicamente ativa visada pelos vigaristas é a que vai de 26 a 50 anos (58,9%).

 

 

Sustentação oral

   O Conselho Nacional de Justiça concedeu liminar à Ordem dos Advogados do Brasil garantindo que advogados possam fazer a sustentação oral presencialmente ou por videoconferência nas sessões de julgamento do Tribunal de Justiça de SC, sempre que o pedido for feito dentro do prazo. A decisão derruba mudanças recentes no regimento interno do Judiciário estadual, que o CNJ entendeu que comprometem o direito de defesa e o diálogo direto com os julgadores.

 

 

Rompimento

   Numa iniciativa que pode levar outros prefeitos de SC a fazer o mesmo, por terem tratados do tipo, o de Pedras Grandes (município vizinho a Tubarão), Agnaldo Filippi, sancionou  lei municipal que revoga o Pacto de Amizade com a Comune de Belluno, na Itália. É um dos primeiros protestos no Brasil contra a decisão do Parlamento italiano, que está sendo questionada na sua Suprema Corte, que criou severas restrições ao reconhecimento da cidadania por descendência.

 

 

Sensatez

       O juiz Marcos D’Avila Scherer, da 2ª Vara da Fazenda Pública de Florianópolis, deu fim a uma irritante polêmica iniciada surgida após a Prefeitura deliberar pela extinção do medieval pagamento em dinheiro dentro dos ônibus de transporte coletivo a partir de janeiro. Se mantido, elevaria custos, tarifas e riscos à segurança. O magistrado respondeu a quem se opunha que o usuário do serviço pode continuar a pagar em espécie, sim, no próprio terminal de ônibus, além de cartão de crédito e Pix.

 

 

 

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Sobre o autor

Raul Sartori

Raul Sartori

Jornalista e colunista de política do Imagem da Ilha


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