“Eu, Que Te Amei” é a grande estreia de 2026, por Karin Verzbickas
O conturbado e apaixonado relacionamento de Simone Signoret e Yves Montand num filme inesquecível
E 2026 começou em alta... ao menos nos cinemas! Entre as muitas boas opções deste início de ano, o destaque é a produção francesa “Moi qui t’aimais”, ou melhor, “Eu, Que Te Amei”, título muito bem nacionalizado pela Autoral Filmes. Embora a estreia oficial no Brasil tenha acontecido agora no dia primeiro dia do ano – e o filme tem potencial para ainda permanecer em cartaz por muitas semanas – ele teve um gostinho de pré-estreia no Festival de Cinema Francês, em novembro passado, quando foi exibido ao lado de outras 20 produções francesas inéditas em mais de 100 salas pelo país, inclusive em Florianópolis, no Paradigma Cine Arte.
“Eu, Que Te Amei” é daqueles filmes que nos deixam por dias refletindo sobre as relações humanas, sejam elas amorosas ou não. O longa traz para as telas o conflituoso e apaixonado relacionamento de dois ícones da cultura francesa, os atores Simone Signoret e Yves Montand. E deles com a fama, com a mídia, com o saber lidar – ou não – com o envelhecimento. Este casal, que talvez tenha sido o mais famoso na época em que viveram, é lindamente interpretado por Marina Foïs e Roschdy Zem sob a batuta da diretora Diane Kurys. Já conhecida por tratar com maestria das relações tumultuadas e até trágicas entre amores – leia-se "Depois do Amor" (1992), "A la folie" (1994) e "Os Filhos do Século" (1999) – Kurys acertou a mão ao falar tão de perto sobre a cumplicidade de uma relação amorosa longa e verdadeira e a dor da traição. No caso de Yves, não só uma, mas repetidos episódios como o seu affair com Marilyn Monroe e tantos outros casos expostos pela mídia.
"Signoret e Montand passaram 30 anos se amando e se odiando. Achei muito mais interessante contar a história do fim do relacionamento deles do que do começo", explica a cineasta. "Eles ainda se amam? Como, apesar das traições, das infidelidades e da passagem do tempo, esse casal consegue permanecer junto e, ao mesmo tempo, desmoronar lentamente diante de nossos olhos? Por que eles continuam juntos? Esse é o mistério que permeia o filme e que, sem dúvida, percorreu suas vidas", questiona Diane Kurys.
O trabalho de pesquisa da diretora, que divide o roteiro com Martine Moriconi e Sacha Sperling, durou cerca de cinco anos. Ela também assina como produtora do filme, que tem realização da New Light Films. O elenco conta também com Thierry de Peretti, Vincent Colombe e Raphaëlle Rousseau. Prestem atenção e se envolvam com a lindíssima trilha sonora, a cargo de Philippe Sarde. Duvido que você não vai sair do cinema cantarolando em francês. Deixo aqui a playlist.
Onde assistir e comprar ingressos antecipados:
Assista aqui ao trailer!
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Sobre o autor
Karin Verzbickas
Jornalista conhecida por suas resenhas de filmes no Jornal Imagem da Ilha
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