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Março Lilás alerta para câncer silencioso
Mobilização nacional destaca vacina contra HPV e importância do exame preventivo regular

Março Lilás alerta para câncer silencioso
A campanha Março Lilás reforça a importância da prevenção ao câncer do colo do útero, um dos mais incidentes entre mulheres no Brasil. (Foto: Freepik)

Publicado em 20/03/2026

O mês de março é marcado pela campanha Março Lilás, dedicada à conscientização e prevenção do câncer do colo do útero, um dos tipos de câncer mais incidentes (3º câncer mais comum) e a 4ª causa de morte por câncer entre mulheres no Brasil. A mobilização ganhou força no país a partir da década de 2010, ampliando ações educativas e reforçando a importância do diagnóstico precoce e da vacinação contra o HPV. 

O câncer do colo do útero está diretamente relacionado à infecção persistente pelo HPV, Papilomavírus Humano, vírus sexualmente transmissível bastante comum. Ele possui mais de 200 tipos e, embora muitos não causem câncer, dois deles, os tipos 16 e 18, são responsáveis por cerca de 70% dos casos da doença no país, segundo estudo do Governo Federal, o que reforça o papel da vacinação como estratégia central de prevenção. 

De acordo com o médico ginecologista Marcel Hisano, a prevenção é simples e altamente eficaz quando feita de forma regular. “Estamos falando de um câncer que pode ser evitado através de vacina e que tem grandes chances de cura quando diagnosticada precocemente. O exame preventivo é uma ferramenta fundamental nesse processo”, destaca. 

Quando é preciso começar a se preocupar? 

A recomendação do Ministério da Saúde é que mulheres entre 25 e 64 anos, que já tenham iniciado a vida sexual, realizem o exame preventivo, conhecido como Papanicolau. Após dois exames anuais consecutivos com resultado normal, o intervalo pode passar a ser de três em três anos, conforme orientação médica. Em 2024 a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS) aprovou a incorporação do teste de HPV-DNA ao SUS, exame este que consegue detectar a presença do vírus na paciente possibilitando um cuidado mais direcionado nas portadoras deste agente e de uma frequência menor de coleta de exames para as pacientes com resultado negativo.  

A vacinação contra o HPV é indicada prioritariamente para meninas e meninos entre 9 e 14 anos, antes do início da vida sexual, fase em que a resposta.

 

 

 

Da redação

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