00:00
21° | Nublado

Alesc recebe acervo raro e amplia memória catarinense

Alesc recebe acervo raro e amplia memória catarinense
Cerimônia na Presidência marca a chegada de obras produzidas entre os séculos XVII e XX e agora protegidas pela Alesc. (Foto: Daniel Conzi/Agência AL)

Publicado em 10/12/2025

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina passou a abrigar, na terça-feira (9), um dos conjuntos culturais mais relevantes de sua trajetória institucional. A “Coletânea Desterro”, reunida ao longo de décadas, agora integra oficialmente o patrimônio da Alesc, trazendo registros que acompanham a transformação da antiga Desterro na atual Florianópolis.

O material reúne cerca de 400 peças, produzidas entre os séculos XVII e XX por cartógrafos, pintores, fotógrafos, viajantes, escritores e moradores que documentaram os diferentes ciclos da vida na Ilha de Santa Catarina. São aquarelas, gravuras, fotografias, documentos e relatos originais que compõem um panorama amplo da evolução urbanística, social e cultural da cidade.

Origem e percurso das peças
A coleção foi formada pela pesquisadora Marli Cristina Scomazzon, responsável por reunir obras raras, muitas delas localizadas fora do Brasil. Entre os destaques está uma pintura que retrata a residência da família Hoepcke em 1888. Desaparecida do estado, a peça foi reencontrada em uma galeria de arte em Hamburgo e trazida de volta ao país.

Marli decidiu entregar todo o conjunto ao Legislativo catarinense. Segundo ela, o compromisso da instituição com a preservação de documentos e obras históricas — trabalho desenvolvido pelo Ateliê de Conservação e Restauro, pela Gerência Cultural e pelo Centro de Memória da Alesc — foi determinante para a escolha. Durante a cerimônia, realizada no gabinete da Presidência, a pesquisadora foi homenageada pelo gesto.

Reconhecimento institucional
O presidente da Assembleia, deputado Julio Garcia (PSD), classificou a chegada da coletânea como um presente para o estado. Ele afirmou que a doação representa um esforço concreto de proteção da memória catarinense, sobretudo diante de peças únicas, como a pintura da residência de Karl Hoepcke, atualmente inexistente.

Garcia ressaltou que o acervo só cumpre sua função se continuar recebendo cuidados permanentes. Lembrou que a atuação do Centro de Memória assegura essa continuidade e destacou que o próximo passo é garantir restauração, preservação e futura exposição das obras ao público.

Solenidade e participação
Também acompanharam o ato os deputados Fernando Krelling (MDB) e Rodrigo Minotto (PDT), além do antropólogo Luiz Nilton Corrêa, presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Santa Catarina.

A chegada da “Coletânea Desterro” amplia o acervo cultural da Alesc e fortalece o papel da instituição na guarda e difusão da história de Florianópolis e de Santa Catarina.

 

Leia também:

- Projeto 60+ reforça inclusão digital em Floripa

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News