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Cenário econômico de SC segue em crescimento até 2026

Cenário econômico de SC segue em crescimento até 2026
Exportações catarinenses crescem e fortalecem a presença internacional do estado. (Foto: RICARDO WOLFFENBUTTEL Secom SC)

Publicado em 18/12/2025

A economia de Santa Catarina encerra 2025 com desempenho acima da média nacional e sinais de estabilidade para o próximo ano. A avaliação é da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC), que aponta resiliência do setor produtivo mesmo em um cenário marcado por juros elevados, incertezas fiscais e impactos externos no comércio internacional.

O estado ficou entre os que mais cresceram no país ao longo do ano, com destaque para indústria e comércio, cujos resultados superaram em até três vezes a média brasileira. Para a entidade, a diversidade econômica, o poder de consumo das famílias e o crescimento populacional ajudaram a sustentar o ritmo de expansão.

Setores que sustentaram o crescimento

Na indústria de transformação, Santa Catarina registrou o terceiro melhor desempenho nacional em 2025. Ramos como metalmecânico, máquinas, alimentos e cerâmica avançaram impulsionados pelo mercado interno e pelas exportações, enquanto os segmentos de madeira e móveis sentiram mais diretamente os efeitos do aumento de tarifas impostas pelos Estados Unidos.

O comércio manteve posições de liderança nacional em áreas como supermercados, hipermercados, produtos de uso pessoal e material de construção. Já o setor de serviços figurou entre os três maiores crescimentos do país nas atividades ligadas ao consumo das famílias e à administração de empresas.

Esse cenário refletiu um mercado de trabalho aquecido. O número de pessoas ocupadas chegou a 4,5 milhões, o maior da série histórica. A taxa de desemprego permaneceu a menor do Brasil entre janeiro e setembro, com redução de 24% na comparação anual. A renda média também avançou e se consolidou como a segunda maior do país, acima da média nacional.

População, habitação e pressão sobre a infraestrutura

O crescimento populacional seguiu influenciando diretamente a economia catarinense. Com o maior saldo migratório do Brasil, o estado manteve o dinamismo da construção civil, mesmo com juros elevados. Ao longo do ano, a FACISC colocou a questão habitacional no centro do debate econômico, ao divulgar dados inéditos que estimam um déficit de cerca de 190 mil moradias e defender parcerias público-privadas como alternativa para ampliar a oferta e atrair mão de obra.

Exportações e presença internacional

No comércio exterior, as exportações cresceram 4% até novembro, elevando Santa Catarina à nona posição no ranking nacional. O agronegócio teve papel central nesse resultado, respondendo por cerca de 70% das vendas externas, com destaque para proteína animal, tabaco, papel, máquinas agrícolas, ração e madeira.

A suspensão das exportações de carne de aves para a China foi compensada pela abertura e consolidação de mercados no Oriente Médio, Ásia, América Latina, África e Oceania. Segundo a FACISC, esse movimento está alinhado à estratégia de internacionalização conduzida pela entidade, que aproximou empresas catarinenses de novos parceiros e ampliou ações de inteligência comercial.

Limites e gargalos identificados

Apesar dos bons indicadores, a federação aponta entraves que afetaram o desempenho em 2025. A desaceleração da economia nacional, os juros altos e a dependência de alguns mercados externos pesaram sobre determinados segmentos industriais. Os setores têxtil e de confecção enfrentaram maior concorrência de produtos importados, enquanto atividades da agropecuária familiar operaram com margens mais apertadas.

A escassez de mão de obra aparece como um dos principais desafios. Mesmo com recorde de ocupação e aumento da imigração, empresas relatam dificuldade crescente para preencher vagas. A FACISC também manifesta preocupação com a educação básica, após a queda do estado no ranking educacional do Índice de Competitividade, onde ocupa atualmente a nona posição.

Expectativas para 2026

Para 2026, a projeção é de crescimento semelhante ao de 2025, sustentado pelo agronegócio, pela ampliação dos mercados internacionais e pelo consumo das famílias, que pode ser impulsionado pela isenção do Imposto de Renda para parte da população. Construção, comércio e serviços seguem com perspectiva de expansão, mesmo com crédito restrito.

Entre os riscos estão a manutenção dos juros em patamar elevado, o ambiente fiscal indefinido, os efeitos de um ano eleitoral e mudanças nas regras do comércio internacional, com maior uso de tarifas por diferentes países. A FACISC defende que o diálogo diplomático seja tratado como prioridade para reduzir impactos sobre setores estratégicos do estado.

Para o presidente da entidade, Elson Otto, o desempenho recente permite uma leitura cautelosa, mas positiva. Segundo ele, a capacidade de adaptação demonstrada em 2025 cria condições para que Santa Catarina avance em 2026, desde que os desafios estruturais sejam enfrentados com planejamento e articulação entre setor produtivo e poder público.

 

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Da redação

Fonte: RCN

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