Cresce a violência contra docentes e SC reage
A escalada de violência nas escolas catarinenses tem despertado preocupação entre educadores e autoridades. A crescente onda de agressões, ameaças e intimidações contra professores colocou Santa Catarina entre os estados com maiores índices desse tipo de ocorrência no país. Diante desse cenário, a deputada estadual Luciane Carminatti (PT), presidente da Comissão de Educação e Cultura da Assembleia Legislativa (Alesc), convocou uma audiência pública para tratar do tema nesta quarta-feira, 13 de novembro, das 14h às 16h, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, em Florianópolis.
Debate por um ambiente escolar seguro
O encontro reunirá representantes de órgãos públicos, entidades de classe e especialistas com o objetivo de construir propostas concretas de enfrentamento à violência escolar. Entre as instituições confirmadas estão o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Tribunal de Contas do Estado (TCE), Defensoria Pública, OAB-SC, Secretaria de Estado da Educação (SED), Undime, Fecam, Fórum Estadual de Educação (FEE/SC) e Fetram.
Para Luciane Carminatti, a situação chegou a um ponto que exige ação imediata. “A violência contra professores é uma epidemia que atinge todo o país e Santa Catarina, infelizmente, se destaca negativamente. Não podemos mais aceitar agressões e humilhações contra quem se dedica a educar. Precisamos agir com urgência e garantir um ambiente seguro para ensinar e aprender”, defende a parlamentar.
Pesquisas e relatos reforçam urgência do tema
Durante a audiência, o professor Fernando Penna, integrante do Observatório Nacional e especialista em violência escolar, apresentará resultados de uma pesquisa nacional sobre ataques e ameaças a docentes. Em seguida, a coordenadora estadual do Sinte/SC, Elivane Secchi, trará dados e relatos de situações enfrentadas pelos profissionais da rede pública.
Os números e testemunhos devem ajudar a dimensionar a gravidade do problema, que tem se intensificado nos últimos anos e gerado medo e adoecimento entre os educadores.
Mobilização e políticas públicas
O principal objetivo da audiência é debater políticas públicas que assegurem proteção e respeito aos profissionais da educação. A comissão também busca mobilizar o magistério e toda a comunidade escolar para construir, de forma coletiva, medidas eficazes de prevenção e combate à violência nas escolas catarinenses.
A expectativa é que o encontro resulte em encaminhamentos concretos e estimule uma agenda permanente de valorização e segurança dos educadores, reconhecendo que ensinar só é possível quando há condições dignas e proteção a quem educa.
Leia também:
- Programa incentiva catarinenses a decidir destino do imposto
Da redação
Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.
Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!
Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!
Para mais notícias, clique AQUI
21° | Nublado


