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Dia da Infância traz reflexão sobre as condições vividas pelas crianças

Dia da Infância traz reflexão sobre as condições vividas pelas crianças
Para garantir que as crianças tenham um bom desenvolvimento durante a infância é preciso que os cuidados com a saúde comecem junto aos recém-nascidos (Foto: Reprodução/Internet) **Clique para ampliar

Publicado em 24/08/2022

Hoje, dia 24 de agosto, comemora-se o Dia da Infância. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a infância é a etapa inicial da vida compreendida entre o nascimento e os 12 anos de idade. Essa data tem o propósito de promover uma reflexão sobre as condições em que meninos e meninas estão vivendo, além de defender o acesso aos seus direitos e cuidados necessários.

Para garantir que as crianças tenham um bom desenvolvimento durante a infância é preciso que os cuidados com a saúde comecem junto aos recém-nascidos. O ser humano se desenvolve em fases, na qual a primeira refere-se ao crescimento intrauterino, iniciando-se na concepção e se estendendo até o nascimento, mas é na segunda fase que acontece o momento ideal para identificar possíveis doenças.

A segunda fase está relacionada à primeira infância, período que vai do nascimento até os seis anos de idade. Por essa razão, cuidados realizados logo após o nascimento vão garantir e promover bem estar ao longo da vida.

Antonio Condino-Neto, Presidente do Departamento de Imunologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e Coordenador do Laboratório de Imunologia Humana do ICB-USP, explica que os primeiros dias de vida de um recém-nascido são determinantes para a possível descoberta de enfermidades assintomáticas ao nascimento, mas de manifestação precoce e evolução catastrófica, tais como erros inatos do metabolismo e erros inatos da imunidade.

Segundo Condino-Neto, realizar o exame de teste do pezinho é uma questão obrigatória na primeira infância. “O exame é feito em crianças recém-nascidas, a partir das gotas de sangue coletadas do calcanhar do bebê, permitindo assim identificar doenças graves assintomáticas ao nascimento e que podem causar sérios danos à saúde, caso não sejam diagnosticadas e tratadas precocemente”, afirma.

Atualmente, o teste do pezinho foi ampliado e passou a envolver até 50 novas doenças raras, incluindo a triagem das imunodeficiências primárias. Antes, o exame englobava apenas seis doenças: fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, anemia falciforme, fibrose cística, hiperplasia adrenal congênita e deficiência de biotinidase. O Governo Federal sancionou o Projeto de Lei em maio de 2021 e o Sistema Único de Saúde (SUS) ficou responsável pela implementação, que deve durar quatro anos.

Para Condino-Neto, é importante que a sociedade brasileira fique atenta e cobre de seus governantes a ampliação da triagem neonatal agora prevista em lei. “Pais e mães devem observar atentamente quaisquer sinais de anormalidade de seus filhos e filhas, recorrendo às unidades de saúde para esclarecer dúvidas e possibilitar o diagnóstico e tratamento precoce de doenças que comprometem o futuro dessas crianças, caso não sejam tratadas”, finaliza.

Da redação

 

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