Economia de SC cresce no 1º semestre, de acordo com a FIESC
A primeira metade do ano foi marcada por expansão de 2,2% da atividade econômica em Santa Catarina, em comparação ao mesmo período de 2022. No Brasil, o cenário também foi positivo, com crescimento de 3,4%. De acordo com análise do Observatório FIESC (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), o bom desempenho foi liderado pelo consumo das famílias, principalmente nos setores ligados à alimentação e habitação.
O setor de serviços foi o que mais se beneficiou dessa dinâmica, com expansão de 11% no semestre, em relação aos primeiros seis meses do ano passado. Com mais renda disponível, as famílias aumentaram a procura por serviços como os de bares e restaurantes, cuidados pessoais e atividades recreativas. Além disso, a melhoria da renda também se reflete na procura por serviços relacionados à habitação, impulsionando atividades imobiliárias ou condominiais, de reparos de artigos domésticos, entre outros.
Atividades mais ligadas ao consumo das famílias se destacaram na indústria catarinense, como a fabricação de embalagens em material plástico e de eletrodomésticos de pequeno porte. “O resultado positivo também está associado à expansão em algumas indústrias beneficiadas pelo mercado externo, particularmente a de máquinas e equipamentos, em que se tem observado uma ampliação do fornecimento de bombas de líquidos, maquinário mecânico e aparelhos de elevação, principalmente para países da América do Sul”, afirma o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.
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No comércio, houve expansão na compra de artigos farmacêuticos, de perfumaria e cosméticos, além de equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação. Outro destaque foi o comércio de combustíveis, com o aumento de 20% nas vendas em comparação a 2022.
A atividade econômica teve, ainda, importante contribuição da agropecuária, devido às boas safras de grãos, que contou com condições climáticas favoráveis no período e influenciou as atividades de transporte rodoviário de carga, armazenagem e a fabricação de produtos à base de soja.
Apesar do crescimento na economia, a produção industrial catarinense apresentou recuo de 3,8% no acumulado de 2023. “A política monetária restritiva tem limitado a demanda por insumos industriais no país, impactando o nível de produção de diversos setores catarinenses, como de metalurgia, metalmecânica e produtos cerâmicos. O impacto também é sentido pelo encarecimento do crédito ao consumidor, que afeta a demanda por bens duráveis, prejudicando particularmente os setores moveleiro e automotivo”, explica Mariana Guedes, economista do Observatório FIESC.
Da redação
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