00:00
21° | Nublado

Equipe de Robótica de SC participa de competição em Las Vegas

Equipe de Robótica de SC participa de competição em Las Vegas
Alunos da Engenharia da Magic Island trabalham em protótipo de robô (Fotos: Divulgação/IFSC) **Clique na imagem para ampliar

Publicado em 24/03/2022

Formada em 2015, a FRC5800 Magic Island Robotics, equipe de robótica composta por estudantes do Câmpus IFSC Florianópolis, está em busca de patrocinadores e contribuições para seguir sua trajetória de conquistas na FIRST Robotics Competition (FRC), considerada a maior competição de robótica do mundo, com mais de times de 26 países e organizada pela NASA. Eles são a única equipe brasileira inscrita para participar da etapa de Las Vegas, entre os dias 30 de março e 2 de abril.

Desde sua criação, a Magic Island participou de todas as edições da FRC , uma vez na China Robotics Challenge e na Duel Down Under, na Austrália. Nas nove participações como equipe, conquistou o Rookie All Star Award (2016), Inspiration Award (2016), Team Spirit Award (2019), o prêmio de Finalist na Off season Brasil (2019) e uma das integrantes, Yumi Kaneko, conquistou o prêmio Dean’s List (2019), além do Imagery Award in honor of Jack Kamen (2021).

Para este ano, o foco é o prêmio Chairman's Award. De acordo com a equipe, esse é um dos prêmios mais prestigiado da categoria da competição. Nele as equipes precisam mostrar o que fazem para promover a missão e valores da FRC - conhecimento técnico, soluções inovadoras: noção de liderança, valores humanos, trabalho em equipe, análise e resolução de problemas, proatividade, entre outros.

“A gente também quer, claro, aumentar a nossa pontuação máxima e chegar poder participar das alianças nas finais, algo ainda inédito para nós”, conta Ana Luíza Felix Pagliarini, 19 anos, estudante de Saneamento e mentora e gestora da área do marketing da Magic Island.

Tema deste ano na FRC é o transporte do futuro
Tema deste ano na FRC é o transporte do futuro

Quem quiser investir na equipe, basta contribuir com doações como pessoa física nesse site ou, como empresa, entrar em contato pelo e-mail magicislandbrasil@gmail.com. Dos 30 integrantes, 12 irão participar presencialmente e o custo estimado é de R$10 mil por participante (incluindo passagens, alimentação, hospedagem e taxas).

Conquistas além da premiação

A competição funciona da seguinte forma: seguindo regras estritas, com prazos bem limitados, as equipes devem levantar fundos, criar uma marca, aprimorar habilidades de trabalho em grupo e construir e programar robôs para executar tarefas pré-definidas em um campo contra outros concorrentes. Logo após a inscrição, as equipes recebem um kit padrão com peças para a montagem de um robô. A partir daí, são cerca de três semanas para construir o robô. Para a FRC de 2022, o tema é o futuro dos transportes no mundo.

Além do aprendizado em robótica, um dos objetivos da FRC é desenvolver o trabalho colaborativo. Apesar de serem equipes concorrentes, a organização premia aqueles que ajudam as demais equipes, fazem trabalhos voluntários e desenvolvem projetos envolvendo suas comunidades. “O que acho mais legal de fazer parte do time é que é uma forma diferente de aprender, saindo da relação aluno-professor. Somos estudantes que aprendemos com outros estudantes. Aprendemos a trabalhar sozinhos, de forma autônoma, mas também a pensar em equipe e saber pedir ajuda” explica Ana Luíza. “Isso se reflete até mesmo nos nossos estudos, nas notas”, completa.

Ela mesma passou um processo em seus quatro anos na FRC: entrou como aluna de Saneamento, está prestes a se formar, mas já atua como profissional de marketing. “Nesses quatro anos, estudei muito não só sobre a parte técnica do robô, mas sobre como fazer o marketing e comecei a gostar do assunto e me envolver mais. Vi uma vaga de estágio que exigia a pessoa estar na graduação na área, mas fui lá, levei meu currículo e fiz uma prova prática e consegui a vaga – e fui efetivada depois desse estágio”, lembra a estudante, que agora pretende fazer graduação na área de tecnologia.

Outra conquista de Ana Luíza e da equipe foi quebrar o estigma de que meninas só participam da área de marketing nas equipes da FRC. “Como a proporção de meninas nos cursos técnicos da área de eletrônica, eletrotécnica e mecânica – do IFSC ainda é baixa, as meninas que entravam, como eu, acabavam por ir para o marketing e se envolvendo menos na programação em si. Na nossa última seleção, fizemos uma campanha forte para desfazer essa imagem e hoje temos uma equipe de 30 pessoas com 50% de cada gênero e divididas em todas as áreas”, vibra a mentora.

Fonte: IFSC

Da redação

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!
Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!