00:00
21° | Nublado

IBGE aponta queda na diferença salarial entre gêneros

IBGE aponta queda na diferença salarial entre gêneros
Desigualdade de gênero diminui pelo segundo ano seguido, mostra levantamento. (Foto: Agência Brasil)

Publicado em 16/11/2025

A distância entre os rendimentos médios de homens e mulheres encolheu em 2023, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, os homens receberam, em média, R$ 3.993,26, enquanto as mulheres tiveram remuneração de R$ 3.449,00, uma diferença de R$ 544,26 por mês, equivalente a 15,8%. Em 2022, o percentual era de 17%.

Os dados integram o levantamento Estatísticas do Cadastro Central de Empresas, divulgado nesta quinta-feira (13) e referem-se a informações de 2023. O estudo reúne dados de empresas, órgãos públicos e entidades sem fins lucrativos que possuem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Mais empresas e mais pessoas ocupadas

O Brasil contava com 10 milhões de empresas e organizações formais ativas ao fim de 2023, número 6,3% maior em relação a 2022. Desse total, cerca de 7 milhões não tinham pessoal assalariado. As empresas e instituições do país empregavam 66 milhões de pessoas, crescimento de 5,1% em comparação com o ano anterior.

Entre os ocupados, 79,8% (52,6 milhões) eram assalariados e 13,3 milhões atuavam como sócios ou proprietários. O salário médio nacional foi estimado em R$ 3.745,45, alta de 2% frente a 2022.

Apesar de as mulheres representarem 45,5% dos trabalhadores assalariados, elas receberam 41,9% da massa salarial total. Os homens, por outro lado, somavam 54,5% dos assalariados, mas concentravam 58,1% dos rendimentos.

Setores com predominância masculina e feminina

O levantamento mostra que as atividades econômicas ainda refletem forte divisão de gênero. Entre os homens, os principais setores de atuação são a indústria de transformação (19,4%), o comércio e reparação de veículos (18,8%) e a administração pública, defesa e seguridade social (13%).

No caso das mulheres, a maior presença está na administração pública, defesa e seguridade social (19,9%), seguida por comércio e reparação de veículos (18,2%) e saúde humana e serviços sociais (11,1%).

Os segmentos mais masculinos são a construção civil (87,4%), as indústrias extrativas (83,1%) e o transporte, armazenagem e correio (81,3%). Já entre as áreas com maior presença feminina destacam-se saúde humana e serviços sociais (75%), educação (67,7%), atividades financeiras e de seguros (57,5%) e alojamento e alimentação (57,2%).

Formação influencia o rendimento

O nível de escolaridade também impacta diretamente nos salários. De acordo com o IBGE, 76,4% dos trabalhadores assalariados não possuíam ensino superior. Entre os que tinham diploma universitário, o rendimento médio mensal foi de R$ 7.489,16, praticamente o triplo do valor recebido por quem não cursou faculdade (R$ 2.587,52).

As atividades com maior proporção de profissionais com ensino superior foram educação (65,5%), atividades financeiras e de seguros (59,9%) e organismos internacionais (57,4%). No outro extremo, alojamento e alimentação (96,1%) e agropecuária (93,8%) apresentaram as menores taxas de escolaridade entre os assalariados.

Mesmo com a redução da diferença salarial entre homens e mulheres, o levantamento do IBGE mostra que as desigualdades de gênero e de formação ainda marcam o mercado de trabalho brasileiro, influenciando tanto os rendimentos quanto a presença de cada grupo nos diferentes setores da economia.

 

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News