IBGE revela desigualdade mais baixa em SC
Santa Catarina aparece novamente no centro das estatísticas nacionais, agora pela robustez de sua distribuição de renda. A nova edição da Síntese de Indicadores Sociais, apresentada pelo IBGE, confirma que o estado registra o menor nível de desigualdade entre todas as unidades da federação em 2024.
Indicadores mostram liderança nacional
O levantamento aponta que Santa Catarina alcançou Índice de Gini de 0,430, resultado que coloca o estado à frente de Rondônia e Mato Grosso, ambos com 0,442. A média brasileira, de 0,504, permanece distante do desempenho catarinense. O Gini, utilizado para medir a concentração de renda, aproxima-se da igualdade quando está mais próximo de zero.
Para o governador Jorginho Mello, políticas públicas voltadas a todas as regiões colaboram diretamente para esse cenário. Ele destaca iniciativas de infraestrutura, crédito, incentivos ao interior e ampliação de serviços como fatores que ampliam oportunidades e fortalecem economias locais.
Uma estrutura econômica descentralizada
A configuração produtiva catarinense também ajuda a explicar o resultado. Segundo o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Silvio Dreveck, a tradição do estado em pequenas e médias propriedades, polos industriais espalhados pelo território e cadeias cooperativistas consolidadas contribui para maior equilíbrio econômico. Ele ressalta que a renda distribuída de forma mais homogênea fortalece o consumo interno e impulsiona o ciclo econômico.
Outros avanços sociais em 2024
Os dados do IBGE se ampliam para além da renda. Santa Catarina registra as menores taxas do país em pobreza, extrema pobreza e desemprego, que neste ano ficou em 2,3%. O rendimento per capita permanece acima da média nacional, assim como a baixa adesão ao Bolsa Família reforça o contexto de maior autonomia financeira das famílias.
Dreveck afirma que a combinação entre inovação, trabalho e políticas de estímulo faz do estado um ambiente favorável para viver e trabalhar, o que mantém Santa Catarina entre os destinos mais procurados do país.
Índice Palma confirma liderança
Outro indicador divulgado pelo IBGE, o Índice Palma, reforça o diagnóstico. Ele compara o rendimento dos 10% mais ricos com o dos 40% mais pobres. Em 2024, Santa Catarina registrou o menor valor do Brasil, 2,17, bem abaixo da média nacional de 3,31. Logo depois aparecem Rondônia (2,32) e Mato Grosso (2,34). No extremo oposto estão Distrito Federal (4,28), Pernambuco (3,84) e Roraima (3,74).
Os números consolidam Santa Catarina como referência nacional em equilíbrio socioeconômico, sustentado por um modelo descentralizado, políticas de desenvolvimento e condições que favorecem a redução das desigualdades.
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Da redação
Fonte: Secom
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