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Lei Rouanet bate recorde e amplia alcance nacional

Lei Rouanet bate recorde e amplia alcance nacional
Apresentação cultural do Quinteto de Cordas da Camerata Florianópolis durante abertura da reunião itinerante da Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC) em Santa Catarina. (Foto: Victor Vec/MinC)

Publicado em 08/01/2026

A Lei Rouanet voltou a registrar crescimento expressivo na captação de recursos e atingiu, em 2025, o maior volume da sua história pelo terceiro ano consecutivo. Segundo dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), o total captado por meio de renúncia fiscal chegou a R$ 3,41 bilhões, resultado 12,1% superior ao de 2024, quando foram arrecadados R$ 3,04 bilhões. Em relação a 2023, o avanço foi ainda mais significativo, com alta de 45,1% sobre os R$ 2,35 bilhões registrados naquele ano.

Atualmente, 4.866 projetos culturais estão em execução com apoio da Lei Rouanet, contemplando todas as 27 unidades da federação. O número reflete uma política de ampliação territorial do incentivo cultural, com foco na descentralização dos recursos e na inclusão de regiões que historicamente tiveram menor acesso aos mecanismos de fomento.

Expansão regional dos investimentos

Os dados mostram que o crescimento da captação ocorreu em todas as regiões do país, com destaque para o Norte, que apresentou o maior percentual de expansão. Entre 2023 e 2025, o volume de recursos captados saltou de R$ 64,6 milhões para R$ 117,2 milhões, um aumento de 81,4%.

O Centro-Oeste também teve desempenho relevante no período, alcançando R$ 128,2 milhões em 2025, quase o dobro do valor registrado em 2023, quando a captação somou R$ 65,4 milhões. Já o Nordeste acompanhou a tendência de alta e acumulou crescimento de 57,4%, passando de R$ 148,6 milhões para R$ 233,9 milhões.

Nas regiões com tradição consolidada no uso do mecanismo, os números seguem em elevação. O Sul chegou a R$ 479,7 milhões em 2025, com crescimento de 36,3% em relação a 2023. O Sudeste manteve a liderança em volume absoluto e registrou aumento de 42,4% na comparação com os R$ 1,72 bilhão captados há dois anos.

Estratégia de nacionalização do fomento

Para o secretário de Fomento e Incentivo à Cultura, Henilton Menezes, o avanço simultâneo em todas as regiões demonstra que a ampliação do acesso não significa retirar recursos de áreas já estruturadas. Segundo ele, a diretriz é expandir o alcance do incentivo e criar oportunidades em locais que antes ficavam à margem dos investimentos culturais.

De acordo com o secretário, a política de democratização da Lei Rouanet passa por medidas como a simplificação dos processos de inscrição, a oferta de capacitações para novos agentes culturais, a ampliação da base de investidores e ações de indução de investimentos em nível nacional. A proposta, afirma, é consolidar a cultura como um direito e também como vetor de desenvolvimento econômico em todos os estados.

Mecanismo de incentivo cultural

A Lei Rouanet permite que produtores culturais, artistas e instituições apresentem projetos ao Ministério da Cultura. Após a aprovação, as propostas ficam autorizadas a captar recursos junto a patrocinadores, tanto pessoas físicas quanto jurídicas, que podem utilizar o incentivo da renúncia fiscal previsto na legislação.

Com esse modelo, parte dos tributos é direcionada ao financiamento de atividades culturais, fortalecendo o setor, estimulando a economia criativa e ampliando o acesso da população a eventos, produtos e ações culturais em diferentes regiões do país.

 

 

 

Da redação

Fonte: Governo Federal

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