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Monitoramento das praias de SC completa 50 anos

Monitoramento das praias de SC completa 50 anos
Para celebrar a data IMA lança novo vídeo institucional que explica, de forma didática e curiosa, como funciona o monitoramento da qualidade da água para banho no estado. (Foto: Jonatã Rocha Secom/GOVSC)

Publicado em 09/03/2026

Santa Catarina chega a uma marca importante na área ambiental e de saúde pública. O Programa de Monitoramento da Balneabilidade do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) completa 50 anos de atividades contínuas, consolidando-se como um dos serviços de diagnóstico ambiental mais duradouros do país.

Criado em 1976, o programa acompanha de forma permanente a qualidade da água em praias do estado, fornecendo informações que ajudam moradores e turistas a decidir com segurança onde tomar banho de mar.

Para celebrar a trajetória, o IMA lançou um novo vídeo institucional que apresenta ao público os bastidores do trabalho realizado no litoral e no laboratório responsável pelas análises.

Monitoramento constante do litoral

O acompanhamento da qualidade das águas ocorre de forma sistemática em diversos pontos da costa catarinense. Atualmente, o IMA monitora 260 locais em parceria com o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC).

De acordo com o diretor de Controle, Passivos e Qualidade Ambiental do instituto, Diego Hemkemeier Silva, o novo vídeo mostra as diferentes etapas do processo de avaliação. Segundo ele, a produção explica desde a coleta das amostras no mar até os procedimentos realizados no laboratório para determinar se um ponto está adequado ou não para banho.

Esse monitoramento contínuo permitiu formar um histórico consistente sobre a qualidade das praias do estado.

Indicadores que orientam políticas públicas

Ao longo das últimas décadas, os dados reunidos pelo programa indicam que mais de 70% das praias catarinenses permanecem próprias para banho. Em áreas turísticas com grande movimento, esse percentual pode chegar a 90%, desconsiderando pontos que já apresentam histórico de impropriedade.

Além de orientar os banhistas, o levantamento também serve como base para decisões na área ambiental. O conjunto de informações acumulado ao longo de cinco décadas auxilia na formulação de políticas públicas e no acompanhamento de ações ligadas ao saneamento e à gestão de resíduos.

Avaliação baseada em histórico de análises

O resultado divulgado pelo programa não depende apenas de uma única amostra coletada no mar. Conforme explica o gerente de Laboratório e Medições Ambientais do IMA, Marlon Daniel da Silva, a classificação da balneabilidade segue critérios estatísticos definidos por normas do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama).

A avaliação considera o histórico das cinco análises mais recentes realizadas em cada ponto monitorado. Esse método permite uma interpretação mais segura da qualidade da água e oferece maior confiabilidade para orientar a população.

Informação acessível nas praias

Além das análises laboratoriais, o programa também investe na divulgação dos resultados. Nas praias monitoradas, placas informam se a água está própria ou imprópria para banho.

Os avisos incluem QR Codes que direcionam os usuários ao site oficial do programa e ao aplicativo CBMSC Cidadão, onde é possível consultar as atualizações do monitoramento.

Responsabilidade compartilhada

Junto às ações de divulgação, o IMA também reforça a campanha “Cuidar do mar começa pelo lar”, destacando que a preservação da qualidade da água depende de atitudes adotadas em terra, especialmente relacionadas ao tratamento de esgoto e ao descarte adequado de resíduos.

Para o presidente do instituto, Josevan Carmo da Cruz Junior, a trajetória do laboratório reforça o compromisso do Estado em transformar dados científicos em informação acessível. Segundo ele, o monitoramento é fundamental para proteger o litoral catarinense e garantir que moradores e visitantes possam aproveitar as praias com mais segurança e consciência ambiental.

Assista AQUI ao vídeo institucional do IMA sobre balneabilidade e conheça os bastidores dos 50 anos desse diagnóstico de excelência que orienta a proteção das praias de Santa Catarina.

 

 

 

Da redação

Fonte: Secom

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