Prévia da inflação perde força em março
A prévia da inflação oficial de março registrou desaceleração em relação ao mês anterior, mas segue pressionada principalmente pelo custo dos alimentos. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, ficou em 0,44%, abaixo dos 0,84% observados em fevereiro.
No acumulado de 12 meses, o indicador soma alta de 3,9%, permanecendo dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação do governo, que admite variação de até 4,5% ao ano. Apesar da perda de ritmo, o índice de março ainda supera o resultado registrado no mesmo mês do ano passado, quando havia marcado 0,64%.
Alimentos lideram pressão inflacionária
Entre os nove grupos analisados, todos apresentaram aumento de preços no período. O maior impacto veio de alimentação e bebidas, que subiram 0,88% e responderam por 0,19 ponto percentual do índice geral.
Dentro desse grupo, os preços da alimentação no domicílio avançaram 1,10%, bem acima do registrado em fevereiro. Produtos básicos tiveram forte elevação, como o açaí, o feijão-carioca, os ovos, o leite longa vida e as carnes. Entre eles, as carnes e o leite se destacaram pelo maior peso no cálculo da inflação mensal.
Itens com aumentos mais intensos, como feijão e açaí, também contribuíram de forma relevante para o resultado do mês.
Já a alimentação fora de casa teve alta mais moderada, de 0,35%, indicando um comportamento mais contido em comparação com o consumo doméstico.
Passagens aéreas e combustíveis
Entre os itens analisados individualmente, as passagens aéreas foram o principal fator de pressão, com alta de 5,94% no mês e impacto direto no índice.
Por outro lado, os combustíveis apresentaram leve queda média de preços, com recuos no gás veicular, etanol e gasolina. O óleo diesel foi exceção, registrando aumento de 3,77%.
A variação dos combustíveis segue sob monitoramento por conta de tensões internacionais envolvendo o Irã, que afetam o mercado global de petróleo. No Brasil, a Petrobras anunciou reajuste no diesel, enquanto o governo adotou medidas tributárias para conter o avanço dos preços, como a redução de impostos federais sobre o produto.
O diesel é particularmente sensível a esse cenário por depender, em parte, de importações, que representam cerca de 30% do consumo nacional.
Diferença entre IPCA-15 e IPCA
O IPCA-15 utiliza a mesma base metodológica do IPCA, índice oficial de inflação do país, mas se diferencia pelo período de coleta e pela abrangência. Nesta divulgação, os preços foram apurados entre 13 de fevereiro e 17 de março.
Ambos consideram o consumo de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos, com base em uma cesta de produtos e serviços. A versão completa do IPCA de março será divulgada em 10 de abril.
A prévia atual inclui dados de 11 regiões do país, enquanto o índice cheio abrange um número maior de localidades, ampliando o retrato da inflação nacional.
Da redação
Fonte: RCN
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