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Verão em SC registra recuo no consumo

Verão em SC registra recuo no consumo
A temporada de verão de 2026 no litoral de Santa Catarina registrou queda no gasto médio dos turistas, após um ano anterior considerado fora do padrão. Mesmo assim, o resultado segue entre os maiores da série histórica. (Foto: Balneário Camboriú/AMFRI)

Publicado em 27/03/2026

A temporada de verão de 2026 no litoral de Santa Catarina registrou queda no gasto médio dos turistas, após um desempenho considerado atípico no ano anterior. Segundo levantamento da Fecomércio SC, o desembolso médio por grupo caiu 16,4%, passando de R$ 9.833 em 2025 para R$ 8.224 neste ano.

Mesmo com a retração, o resultado ainda é o segundo maior da série histórica iniciada em 2013, indicando um ajuste após a alta expressiva de preços. A pesquisa foi apresentada na quinta-feira (26), durante reunião da Câmara Empresarial de Turismo da entidade.

Além da redução no consumo, 43,8% dos empresários avaliaram o movimento como abaixo do esperado, refletindo frustração diante das projeções otimistas.

O início da temporada ficou abaixo de 2025, especialmente em janeiro, mas houve recuperação em fevereiro e março, impulsionada pela presença de turistas estrangeiros. Eles representaram 36,5% do total, com predominância de argentinos (29%). Ainda assim, o gasto médio desse público caiu 17,5%, totalizando R$ 10.983, influenciado pela normalização cambial.

O comportamento mais cauteloso impactou setores ligados ao consumo direto. A alimentação fora de casa recuou 26,6% no faturamento médio, enquanto o varejo de vestuário caiu 39,4% e bares e restaurantes, 23,1%. Em contrapartida, agências de viagens e operadoras cresceram 34,6%, e hotéis e pousadas, 6,6%.

Mesmo com faturamento praticamente estável, a percepção dos empresários foi negativa, pressionada pelo alto custo do destino, perda de poder de compra dos turistas e aumento das despesas operacionais.

O público foi majoritariamente formado por famílias e casais (85,2%), com predominância da classe média. O carro próprio foi o principal meio de transporte (72,3%), e imóveis alugados lideraram na hospedagem (40,2%).

Apesar do cenário, o nível de satisfação foi elevado: 78% dos visitantes afirmaram que recomendariam o destino. O estudo aponta, porém, que desafios como mobilidade, saneamento e custo seguem impactando a competitividade do turismo no estado.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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