Qualidade da água orienta escolha das praias em SC
Nem sempre a aparência da água reflete se o banho de mar é seguro. Em Santa Catarina, a recomendação é clara: antes de escolher a praia, vale conferir os dados oficiais de balneabilidade. O Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA/SC) disponibiliza um sistema online que permite acompanhar, quase em tempo real, a qualidade da água em diferentes pontos do litoral.
A consulta ganhou ainda mais importância neste verão, em meio a apurações conduzidas por órgãos de saúde e pelo Ministério Público de Santa Catarina sobre a ocorrência de viroses e quadros de doenças diarreicas agudas. Em períodos de grande fluxo de turistas, como a alta temporada, a relação entre esses casos e a contaminação da água do mar passa a ser monitorada com atenção redobrada.
Ferramenta ajuda a planejar o banho de mar
O portal de balneabilidade do IMA reúne informações atualizadas a partir de coletas realizadas em diversos pontos do litoral catarinense. Ao acessar o site, o usuário encontra um mapa interativo do estado com bandeiras coloridas que indicam a situação de cada local avaliado. A sinalização azul aponta que o ponto está próprio para banho, enquanto a vermelha indica condição imprópria.
Além da visualização geral, é possível pesquisar praias específicas. O sistema permite filtrar por município e balneário, facilitando a identificação do ponto exato no mapa. Um detalhe importante é que uma mesma praia pode apresentar resultados diferentes, já que a análise é feita por pontos de coleta distribuídos ao longo da orla.
Outro recurso disponível é o histórico das medições. Com ele, o banhista consegue observar como a qualidade da água variou nas semanas anteriores, o que ajuda a avaliar se a condição atual é pontual ou recorrente.
Como é definida a qualidade da água
A classificação das praias segue critérios técnicos estabelecidos pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama). O principal indicador utilizado é a concentração da bactéria Escherichia coli, associada à contaminação fecal.
De acordo com as normas, a água é considerada própria quando pelo menos 80% das amostras coletadas nas últimas cinco semanas apresentam até 800 unidades da bactéria por 100 mililitros. Já a condição de imprópria ocorre quando mais de 20% das amostras superam esse limite ou quando a análise mais recente registra acima de 2.000 unidades, o que representa risco imediato à saúde.
Riscos à saúde exigem atenção
O contato com água contaminada pode provocar diferentes problemas, como irritações na pele, inflamações nos olhos e infecções gastrointestinais. Crianças, idosos e pessoas com imunidade comprometida estão entre os grupos mais vulneráveis.
Por isso, a orientação é simples: antes de estender a canga e entrar no mar, consultar a balneabilidade pode evitar transtornos e ajudar a transformar o dia de praia em um momento de lazer seguro.
Da redação
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