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Reforma do IR promete aliviar classe média

Reforma do IR promete aliviar classe média
Professor da Univali Ricardo Boff avalia que a nova reforma do Imposto de Renda representa um marco na busca por mais justiça fiscal. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Publicado em 13/11/2025

A aprovação da nova reforma do Imposto de Renda das Pessoas Físicas (IRPF) pelo Senado Federal, na quarta-feira (6), representa um avanço histórico rumo a um modelo tributário mais justo, segundo avaliação do professor Ricardo Boff, do curso de Relações Internacionais da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). O Projeto de Lei nº 1.087/2025, que agora segue para sanção presidencial, amplia a faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês e cria uma nova taxação para rendas mais elevadas.

Ajuste esperado há quase uma década

Boff destaca que a mudança corrige uma defasagem de anos na tabela do Imposto de Renda, que estava congelada desde 2015. “A inflação acumulada superou 140% nesse período, o que fez com que grande parte da classe média passasse a pagar mais imposto do que deveria. Essa atualização é um respiro e devolve poder de compra ao trabalhador”, explica o professor, que é mestre em Relações Internacionais.

Com a nova regra, trabalhadores com renda de até R$ 5 mil mensais deixam de pagar o tributo. A estimativa do governo é que 10 milhões de contribuintes sejam beneficiados diretamente, enquanto outros 25 milhões terão redução na cobrança.

Tributação mínima para rendas altas

Para equilibrar as contas públicas, o projeto institui o Imposto de Renda da Pessoa Física Mínimo (IRPFM), que prevê uma alíquota de até 10% sobre rendas anuais acima de R$ 600 mil, incluindo lucros e dividendos superiores a R$ 50 mil mensais.

Na avaliação de Boff, o Brasil se aproxima de modelos adotados por economias desenvolvidas. “Esses países tributam mais a renda e o patrimônio, e menos o consumo. É um passo importante em direção a um sistema mais progressivo, que reduz desigualdades e reforça a responsabilidade fiscal”, analisa.

Impacto e responsabilidade fiscal

O professor também chama atenção para o desafio de equilibrar justiça tributária e sustentabilidade das contas públicas. Segundo ele, a mudança exige planejamento e transparência na aplicação dos recursos. “A reforma precisa vir acompanhada de uma gestão eficiente e de novas etapas de modernização do sistema. Só assim o país avança em direção a um modelo mais justo e sustentável”, ressalta.

A proposta prevê ainda que, a partir de 2027, a isenção anual de R$ 60 mil será mantida mesmo para quem teve variações salariais ao longo do ano, ampliando a previsibilidade e a equidade no cálculo do imposto.

Conhecimento e cidadania no centro do debate

A Univali vê na discussão sobre o Imposto de Renda um exemplo da importância da academia na análise crítica de políticas públicas. Para Boff, a universidade tem papel essencial na formação de cidadãos conscientes sobre os efeitos das decisões econômicas. “Discutir justiça fiscal é discutir também cidadania, desenvolvimento e igualdade de oportunidades”, afirma.

Reconhecida por sua atuação em ensino e pesquisa sobre economia política e relações internacionais, a Univali segue fortalecendo o diálogo entre universidade e sociedade, contribuindo com reflexões sobre temas que impactam diretamente a vida dos brasileiros.

Com a aprovação no Senado, o Projeto de Lei nº 1.087/2025 segue para sanção presidencial e deve entrar em vigor em 1º de janeiro de 2026.

 

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Da redação

Fonte: RCN

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