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Relatório revela situação das praias catarinenses

Relatório revela situação das praias catarinenses
O mais recente relatório de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina aponta que 74,62% dos pontos monitorados no litoral do estado estão próprios para banho. (Foto: Eduardo Valente/GOVSC)

Publicado em 13/03/2026

O mais recente relatório de balneabilidade divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina aponta que a maior parte dos pontos monitorados no litoral catarinense apresenta condições adequadas para banho. Os dados fazem parte do boletim nº 18, referente às análises realizadas entre os dias 9 e 13 de março.

Ao todo, o programa acompanha 260 locais ao longo da costa do estado. Desse total, 194 foram classificados como próprios para banho, o que corresponde a 74,62% dos pontos analisados.

Em Florianópolis, a situação segue padrão semelhante. Entre os 88 locais avaliados na capital, 66 apresentam qualidade da água considerada adequada para os banhistas, representando 75% dos pontos monitorados.

Monitoramento contínuo das praias

O acompanhamento das condições da água faz parte do Programa de Monitoramento de Balneabilidade conduzido pelo instituto. As coletas seguem um cronograma previamente definido, o que permite que qualquer cidadão acompanhe quando as amostras são recolhidas em cada local e também as datas previstas para divulgação dos resultados.

Durante o período de maior movimento nas praias, entre outubro e março, as análises são realizadas semanalmente e os relatórios são divulgados sempre às sextas-feiras. Caso a data coincida com feriado ou ponto facultativo, a publicação é antecipada. Já entre abril e setembro, tanto a coleta quanto a divulgação passam a ocorrer uma vez por mês.

Como é definida a qualidade da água

A classificação das praias segue critérios estabelecidos pela Conselho Nacional do Meio Ambiente por meio da Resolução nº 274/2000. A avaliação considera a presença da bactéria Escherichia coli nas amostras de água.

Um ponto é considerado próprio quando, em pelo menos 80% das amostras coletadas nas cinco semanas anteriores, o nível da bactéria não ultrapassa 800 unidades a cada 100 mililitros de água. A condição passa a ser imprópria quando mais de 20% dessas análises superam esse limite ou quando a coleta mais recente apresenta concentração acima de 2000 unidades.

Cuidados recomendados aos banhistas

Especialistas alertam que mesmo em praias classificadas como próprias, algumas situações exigem atenção. O banho de mar não é recomendado nas primeiras 24 a 48 horas após chuvas intensas, especialmente em áreas próximas à saída de canais ou galerias de drenagem pluvial.

Nesses períodos, a água que escoa pelas ruas pode levar resíduos, sedimentos e outros contaminantes até o mar, o que aumenta a presença de microrganismos e pode provocar problemas de saúde, como irritações na pele, conjuntivite ou infecções gastrointestinais.

Entre as recomendações estão evitar entrar no mar logo após chuvas fortes, optar por trechos mais distantes de saídas de drenagem e consultar regularmente os boletins de balneabilidade antes de ir à praia.

Resultados disponíveis ao público

Os dados atualizados podem ser consultados online por qualquer pessoa. No portal oficial do monitoramento, os resultados aparecem em um mapa interativo onde cada ponto é identificado por uma bandeira que indica se o local está próprio ou impróprio para banho.

Além disso, o sistema disponibiliza um histórico com informações detalhadas das coletas, incluindo localização, data, horário, condições do vento e da maré registradas no momento da análise. Os resultados também podem ser acessados pelo aplicativo CBMSC Cidadão.

O relatório completo com as informações técnicas da semana também está disponível para consulta pública no portal do programa de balneabilidade.

 

 

 

Da redação

Fonte: IMA

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