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SUS ganha reforço com expansão das residências em saúde

SUS ganha reforço com expansão das residências em saúde
Política construída com participação social busca equilibrar vagas e melhorar o atendimento em todo o país. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Publicado em 30/11/2025

A consolidação de um novo marco para a formação em saúde ganhou forma nesta semana, em Brasília, com a aprovação da Política Nacional de Residências em Saúde (PNRS) pela Comissão Intergestores Tripartite. A iniciativa, construída conjuntamente pelos Ministérios da Saúde e da Educação, estabelece as residências médicas e multiprofissionais como eixo estratégico para qualificar especialistas voltados às demandas reais do Sistema Único de Saúde.

Formação orientada pelas necessidades do território

A PNRS nasce de um longo processo de participação social. Consultas públicas, debates em instâncias colegiadas e escuta de trabalhadores, gestores e instituições formadoras sustentaram o documento final. Essa construção coletiva buscou identificar lacunas regionais, definir áreas prioritárias e orientar a formação para territórios onde há maior carência de profissionais. Ao ordenar a especialização a partir das necessidades do SUS, a política evita a concentração de vagas e reduz desperdícios de recursos.

Redução das desigualdades no acesso

Um dos focos centrais é garantir que mais programas de residência cheguem às regiões com menor oferta de especialistas. A ampliação e qualificação dessas formações devem contribuir para diminuir desigualdades históricas e fortalecer o financiamento tripartite. A iniciativa também reconhece o papel essencial de residentes, preceptores, tutores e coordenadores. Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, Felipe Proenço, a meta é expandir e aprimorar a formação para enfrentar os vazios assistenciais no país.

Integração com políticas estratégicas

A nova política também se articula ao Programa Agora Tem Especialistas, ampliando oportunidades em áreas consideradas chave para o atendimento público. O modelo prevê aprimoramento dos mecanismos de gestão, monitoramento e avaliação, garantindo maior transparência no funcionamento dos programas. Entre as diretrizes, estão incentivo à inovação científica, atenção à saúde mental dos residentes e integração entre ensino, serviço e comunidade, sempre guiada por equidade territorial e formação interprofissional.

Princípios que sustentam a política

Com base em integralidade do cuidado, equidade e segurança do paciente, a PNRS busca assegurar distribuição mais justa de vagas e programas pelo país. O próximo passo será a publicação da portaria interministerial no Diário Oficial da União, que formaliza a implementação. A expectativa é que as mudanças alcancem diretamente quem depende do SUS, ao ampliar o acesso a profissionais especializados e qualificados.

 

 

 

Da redação

Fonte: RCN

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