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Floripa entra no seleto grupo Lixo Zero
Reconhecimento internacional reforça décadas de políticas públicas voltadas à reciclagem e economia circular

Floripa entra no seleto grupo Lixo Zero
Florianópolis é a única representante brasileira em iniciativa, vinculada à ONU-Habitat, que destaca cidades comprometidas com a redução da geração de resíduos, o reaproveitamento de materiais e o fortalecimento da economia circular. (Foto: Allan Carvalho/PMF)

Publicado em 28/03/2026

Florianópolis passou a integrar o grupo das 20 cidades Lixo Zero do mundo, reconhecimento anunciado na sexta-feira, 27. A capital catarinense é a única representante do Brasil e da América Latina, e, no continente americano, aparece ao lado apenas de San Francisco, nos Estados Unidos. A iniciativa, vinculada à ONU-Habitat, destaca cidades com práticas voltadas à redução, reaproveitamento e destinação adequada de resíduos. A premiação oficial ocorre na próxima segunda-feira, 30, durante o Dia Internacional Lixo Zero.

O resultado consolida uma trajetória construída ao longo de décadas. Desde 1986, com o Programa Beija-Flor, Florianópolis desenvolve ações de coleta seletiva e educação ambiental. Em 1991, o serviço foi ampliado para toda a cidade, com instalação de pontos de entrega voluntária em espaços públicos e praias.

Hoje, a capital apresenta a maior taxa de reciclagem entre as capitais brasileiras e conta com 322 pontos de entrega voluntária. A meta do município é reciclar 60% dos resíduos secos e tratar 90% dos orgânicos até 2030, dentro da política Lixo Zero.

 

Em 2025, a taxa de desvio de resíduos orgânicos de aterros atingiu 14%, enquanto a recuperação total de resíduos chegou a 15,5%.

 

Avanço na compostagem e coleta orgânica

A ampliação da coleta de resíduos orgânicos, iniciada em 2020, é um dos principais eixos da política ambiental. O material recolhido é encaminhado ao Centro de Valorização de Resíduos do Itacorubi, onde é transformado em adubo utilizado em mais de 150 hortas comunitárias.

A compostagem de resíduos alimentares cresceu de 1.175 toneladas em 2020 para 6.002 toneladas em 2025. No mesmo período, a cidade também ampliou o reaproveitamento de resíduos verdes, como galhos e folhas, que somaram mais de 8 mil toneladas em 2025. A taxa de desvio de orgânicos de aterros chegou a 14%, enquanto a recuperação total de resíduos atingiu 15,5%.

Geração de renda e educação ambiental

A reciclagem também tem impacto econômico. Cerca de 200 famílias atuam na triagem de materiais recicláveis na cidade. O vidro se destaca, com média de 436 toneladas reaproveitadas por mês em áreas residenciais e polos gastronômicos.

Na educação ambiental, o projeto Escola Lixo Zero estruturou planos de gerenciamento de resíduos nas 124 unidades da rede municipal e implantou compostagem em parte das escolas. Iniciativas como o Museu do Lixo e o projeto Minhoca na Cabeça ampliam a conscientização da população e incentivam a redução de resíduos nas residências.

Com metas definidas e políticas consolidadas, Florianópolis se firma como referência nacional e passa a ganhar projeção internacional na gestão sustentável de resíduos sólidos.

 

 

Da redação

Fonte: PMF

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