Lagoa da Conceição enfrenta ação de limpeza
Pesquisadores confirmam que poluição e sedimentos humanos são a origem da espuma
A Lagoa da Conceição voltou a ser cenário de preocupação ambiental em Florianópolis. Desde o início de outubro, moradores têm registrado a formação de uma espuma densa na superfície da água, situação que levou a Prefeitura a intensificar as ações de limpeza na terça-feira (21).
Limpeza manual e trabalho contínuo
Por causa da dificuldade de acesso com máquinas pesadas, o serviço vem sendo feito de forma manual. As equipes utilizam cordas e telas finas para puxar a espuma até pontos em que retroescavadeiras conseguem recolher o material e transferi-lo para caminhões. O resíduo será encaminhado a um aterro sanitário e aproveitado em processos de compostagem.
Durante a manhã desta terça-feira, a maior parte da espuma próxima à nova ponte havia sido removida. No entanto, ainda restavam acúmulos próximos à antiga ponte. Segundo a Prefeitura, a operação continuará até que todas as áreas afetadas estejam limpas.
Mobilização conjunta
As ações reúnem profissionais da Floram, da Comcap e da Intendência da Lagoa. “O vento leva a espuma para as margens e, por ser muito leve, ela se dissolve rapidamente. Por isso, estamos utilizando telas bem finas para conseguir retirá-la com mais eficiência”, explicou o secretário de Meio Ambiente, Waltrick.
De acordo com ele, o monitoramento da lagoa é constante, especialmente por seu valor ambiental, turístico e simbólico para Florianópolis. “Nosso foco agora é compreender a origem e o comportamento desse fenômeno, para evitar novas ocorrências”, afirmou.
Reunião com pesquisadores e comunidade
Ainda nesta terça-feira, representantes da Prefeitura, da Associação de Moradores da Lagoa da Conceição e pesquisadores da UFSC devem se reunir para discutir medidas de controle e prevenção. As primeiras ações de limpeza haviam começado na quarta-feira (15), mas a espuma voltou a se formar no último fim de semana, exigindo novas intervenções.
Estudo confirma relação com a poluição
Na última sexta-feira (17), pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina divulgaram um laudo que atribui a formação da espuma à poluição e à ressuspensão de sedimentos no fundo da lagoa, um efeito agravado por intervenções humanas, como dragagens e despejos irregulares.
A análise, assinada por Leonardo Rörig, Paulo Horta, José Bonomi, Alessandra Fonseca e Paulo Pagliosa, baseou-se em seis amostras coletadas entre os dias 13 e 15 de outubro. O grupo descartou que o fenômeno tenha origem natural e recomendou medidas urgentes de descontaminação e remediação ambiental.
O resultado da pesquisa contrasta com o relatório divulgado pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), que havia apontado causas multifatoriais para o surgimento da espuma, sem excluir totalmente a influência humana.
Enquanto o debate técnico avança, a Prefeitura mantém o trabalho de retirada manual do material, tentando conter um problema que expõe, mais uma vez, a fragilidade ambiental da Lagoa da Conceição.
Relembre o que o deputado Marquito falou sobre a poluição da Lagoa.
Leia também:
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Da redação
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