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Moradores do João Paulo protestam contra instalação de funerária
Comunidade questiona instalação da capela mortuária perto de escolas e áreas residenciais

Moradores do João Paulo protestam contra instalação de funerária
A imagem mostra como ficou a praça e a área em frente ao imóvel após a forte chuva registrada no bairro João Paulo. Moradores relatam que os alagamentos já fazem parte da realidade da região em períodos de chuva intensa e apontam preocupação com possíveis impactos na mobilidade e na estrutura do entorno caso o empreendimento seja instalado no local. (Foto: Divulgação)

Publicado em 22/05/2026

Moradores do bairro João Paulo estão organizando uma manifestação popular contra a instalação de uma funerária na Rodovia João Paulo, nº 1338, em Florianópolis. O ato está marcado para o dia 25, às 17h30, na Praça João Paulo.

Segundo o material divulgado pelos organizadores, a mobilização defende a permanência do perfil comercial da região e critica a implantação de uma capela mortuária próxima a áreas residenciais e espaços frequentados por crianças. O cartaz destaca que o local fica perto da Escola Básica José do Valle Pereira, do NEIM Judite Fernandes de Lima, de residências familiares, centro comunitário, praça pública e parquinho infantil.

De acordo com uma das moradoras e manifestantes, a comunidade decidiu organizar o ato para “demonstrar sua preocupação e indignação com a iminente instalação de um empreendimento de serviços funerários no coração do bairro João Paulo” e também para apresentar os impactos que a atividade poderá causar no cotidiano da região.

Entre as principais preocupações apontadas pelos moradores estão o funcionamento 24 horas da funerária, o impacto emocional causado por velórios e cortejos próximos às escolas e praças, além do agravamento no trânsito da Rodovia João Paulo/SC-401. A comunidade também cita riscos sanitários e ambientais relacionados a procedimentos químicos e biológicos.

Segundo os organizadores, o imóvel está localizado a cerca de 70 metros da Escola Básica José do Valle Pereira e nas proximidades do NEIM Judite Fernandes de Lima, em uma área de intensa circulação de crianças e adolescentes. A funerária também ficaria em frente à principal praça pública do bairro, espaço utilizado para lazer, convivência e atividades recreativas.

“A natureza da atividade funerária, especialmente com a presença de capelas mortuárias, possui impacto simbólico e psicológico relevante, que deve ser cuidadosamente avaliado quando inserido em áreas de convivência comunitária intensa”, afirma a moradora. Ela acrescenta que há preocupação com “o impacto psicológico que velórios e cortejos constantes possam causar”, além do aumento na circulação de pessoas e veículos no entorno.

Os moradores também relatam preocupação com possíveis impactos na mobilidade urbana. Segundo o grupo, o bairro possui apenas uma via estruturante, utilizada tanto pelos moradores quanto como rota alternativa à SC-401 em períodos de congestionamento. A comunidade avalia que a realização frequente de cortejos fúnebres poderá provocar retenções no trânsito, especialmente nos horários de entrada e saída escolar. Eles ainda afirmam que o local não possui vagas de estacionamento.

Outro ponto citado envolve questões ambientais. Conforme os manifestantes, o imóvel fica ao lado de um córrego canalizado que deságua no mar, próximo à segunda colônia de pescadores artesanais do município. Os moradores afirmam ainda que, em períodos de chuva intensa, já ocorreram alagamentos em casas próximas, inclusive em frente ao imóvel e na praça pública.

Após a mobilização, os moradores esperam que o caso seja analisado pelos órgãos competentes do município. O grupo solicita a realização de um Estudo de Impacto de Vizinhança e defende, se necessário, a suspensão da obra ou da atividade até uma análise criteriosa da situação.

“Reconhecemos a relevância dos serviços funerários, no entanto entendemos que sua implantação deve ocorrer em locais compatíveis com sua natureza, evitando conflitos com áreas residenciais sensíveis”, destaca a manifestante.

A convocação reforça ainda críticas ao que os moradores chamam de “descaso” com o bairro e pede a participação das famílias e vizinhos na manifestação. A organização é assinada pelo grupo “Moradores Unidos do Bairro João Paulo”.

 

 

Da redação

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