Moradores pressionam governo por solução na SC-401
Audiência na Alesc evidencia falhas na drenagem e pedidos de ação imediata
A ampliação da SC-401 voltou ao centro das discussões públicas em Florianópolis. Durante audiência realizada ontem (11), na Assembleia Legislativa de Santa Catarina, moradores reforçaram a preocupação com os alagamentos que atingiram a região no início do ano e defenderam melhorias urgentes na macrodrenagem da rodovia mais movimentada da Ilha.
Governo reconhece limites da drenagem atual
Questionado pelos participantes, o diretor de fiscalização da Secretaria de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, Luiz Pantoja, afirmou que a ampliação da drenagem pluvial não será suficiente para eliminar os pontos de alagamento sem que haja desapropriações e demolições de residências fora do escopo original do projeto. Segundo ele, um dos trechos mais críticos é o trevo de acesso ao bairro Cacupé, onde a solução depende de alinhamento entre o governo estadual e a Prefeitura de Florianópolis, já que a macrodrenagem ultrapassa a faixa de domínio da rodovia.
Além disso, Pantoja informou que a execução da triplicação deve avançar também para a construção de viadutos no trevo do loteamento Açores e no acesso à rodovia Virgílio Várzea, no Saco Grande, além de novas passarelas no Morro das Madeireiras e no bairro João Paulo.
Moradores cobram segurança após sucessivas enchentes
As reclamações de moradores ocuparam boa parte da audiência. Denise Zavarize, presidente da Associação Comunitária do Monte Verde, relatou que as chuvas trazem apreensão constante à comunidade, que teme novos alagamentos e a necessidade de retirar famílias de suas casas. Para os moradores, a triplicação pode intensificar o bloqueio ao escoamento da água caso não haja um plano robusto de macrodrenagem.
Leonardo Mecabô, que vive no acesso ao Cacupé, lembrou que desde a década de 1990 existe um projeto de macrodrenagem para a área. Ele citou que, em 2014, a Defesa Civil chegou a estimar custos e buscar financiamento, mas o plano não avançou. Ainda durante a audiência, moradores criticaram o projeto cicloviário, que prevê apenas uma ciclofaixa no sentido Centro-bairro, e afirmaram que o transporte coletivo permanece sem garantia de faixas exclusivas que reduzam o tempo de deslocamento.
Parlamento promete acompanhamento mais rígido
Diante das críticas, o deputado estadual Marquito (Psol) afirmou que apresentará uma representação ao Tribunal de Contas de Santa Catarina. O parlamentar argumenta que o contrato atual não prevê ações integradas entre Estado e prefeitura para resolver a macrodrenagem, o que, segundo ele, compromete a segurança da população e o uso de recursos públicos. Marquito também pretende convocar nova audiência para seguir monitorando os desdobramentos.
O que está previsto para entrega até dezembro
A triplicação da SC-401 integra o programa Estrada Boa e soma investimento de R$ 73 milhões. As obras, iniciadas há sete meses, abrangem um trecho de quase 10 quilômetros, sendo 6 quilômetros da pista principal e outros 3 quilômetros distribuídos entre duas vias marginais.
O governo projeta entregar parte das terceiras faixas até 20 de dezembro. No sentido Centro, o trecho liberado ficará entre o Cacupé e o Morro das Madeireiras. No sentido Norte da Ilha, a liberação deve ocorrer entre o viaduto do bairro João Paulo e a passagem inferior do Cacupé. Também estão previstas, no mesmo período, a conclusão do muro de contenção no Morro das Madeireiras e da via marginal sentido Jurerê até a rodovia Virgílio Várzea. A remodelação do raio da curva das Madeireiras já se encontra com terraplenagem avançada e parte da base de pedra finalizada.
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Da redação
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