Os mentores voltaram, por Octávio Lebarbenchon
Busca por direcionamento profissional impulsiona crescimento das mentorias em diferentes áreas
As jornadas cíclicas da humanidade fazem com que algumas atividades comuns em algumas épocas retornem com força total no mundo atual.
Sempre foi importante ouvirmos e nos aconselharmos com pessoas mais inteligentes e com mais experiência do que a nossa. Isso é um sinal de sabedoria.
No passado, era comum os grandes líderes terem os seus conselheiros ou, melhor, seus mentores.
Pessoas que ficavam junto das grandes decisões, auxiliando líderes, gestores, imperadores, reis, presidentes e diversos atores da sociedade, para que estas pessoas pudessem seguir a sua vida, a sua jornada, de maneira muito mais assertiva do que se a fizessem de maneira isolada.
Estamos falando aqui diretamente dos mentores, e o produto disso é a tão famosa mentoria.
Tenho tido a grande oportunidade, na minha vida, de atuar como mentor, tanto com jovens como com pessoas já com alguma vivência no mercado. Em ambos os casos, o que percebo é a grande necessidade que as pessoas têm de conversar a respeito das suas carreiras e da sua vida profissional e, obviamente, da vida pessoal, que faz uma interface direta com o cotidiano de nossas vidas.
Muitos me perguntam se o mentor se parece com um psicólogo. Explico que sim, pode haver algumas similaridades, mas são campos de atuação diferentes, onde, inclusive, a questão da psicologia humana é uma ciência específica, já a mentoria não.
Respeito muito os psicólogos e entendo a importância que eles têm no momento da nossa existência e vida em sociedade. A mentoria tem um aspecto mais específico, busca solucionar demandas mais orientadas ao mundo dos negócios e à carreira que cada um busca dentro das suas decisões empresariais.
Os mentores podem ajudar muito as pessoas através da sua experiência e ajudam a sociedade a encontrar os caminhos que, por algum motivo, se perderam ou contribuem para orientar pessoas com certa confusão sobre seus destinos.
A mentoria ajuda muito as pessoas a tomarem decisões mais assertivas aos seus desejos.
Normalmente, existem muitas opções e muitas ideias no meio do caminho, e a mentoria ajuda para que as pessoas possam tomar as decisões que tenham mais a ver com o seu perfil, com as suas habilidades e os seus desejos.
Como mentor profissional, posso afirmar que abrir a mente e a alma para pessoas que possam lhe ouvir e contribuir para a gestão de nossas vidas é um verdadeiro sinal de inteligência.
Os mentores podem ser seus pais, algum amigo, um irmão e, às vezes, você pode precisar de um profissional.
O importante é ter a mente aberta para aprender sempre. Estamos em evolução constante. Se puder, tenha um mentor, alguém que possa lhe ouvir e conversar sobre a vida.
A mentoria pode aproximar a mente do coração. Permita-se.
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Sobre o autor
Octávio Lebarbenchon
Empresário, consultor, conselheiro e professor universitário há mais de 30 anos na UDESC/Esag das matérias de negociação, vendas e liderança.
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