Longa catarinense “Edifício Bonfim” estreia nos cinemas em maio
Bruxas, monstros e serial killers rondam o Edifício Bonfim e casos misteriosos acontecem com os moradores. O título vai estrear no dia 7 de maio em salas de exibição da capital catarinense, de Porto Alegre, São Paulo e do Rio de Janeiro. Totalmente rodado em Florianópolis, com atores locais e trilha sonora manezinha, o filme explora o universo fantástico e o terror para retratar as lendas e mitos da chamada Ilha da Magia, também conhecida como Florianópolis.
A obra marca a estreia da premiada montadora e produtora Ligia Walper (de “Netto Perde sua Alma” e “Brizola — Tempos de Luta”). Essa é a primeira vez em que ela assina a direção de um longa-metragem realizado para os cinemas e já com reconhecimentos. A produção ganhou os prêmios de melhor filme brasileiro e melhor atriz (Gabi Petry) no Djanho Fantástico Festival Internacional de Cinema de Curitiba, um dos principais do gênero no país, em 2025. O trailer do filme está disponível no YouTube.
Imagens aéreas revelam detalhes de cartões-postais de Florianópolis, como a Lagoa da Conceição, a Ponte Hercílio Luz e a Praia de Itaguaçu. A metrópole do sul do país se integra às histórias, tornando-se um dos protagonistas do filme, seja lindamente iluminada à noite ou marcada pela natureza exuberante durante o dia. Tudo embalado pela trilha sonora contagiante de Carlos Trilha e Murilo Valente com músicas da banda Dazaranha.
Além de oferecer uma viagem sensorial a uma das mais lindas capitais brasileiras, na tela o espectador acompanha três narrativas - Criatura, Trilha da Costa e Formando - que se entrecruzam em um clima amedrontador e estranho, com nuances de policial, drama e comédia. A unidade da trama se dá por meio da circulação de personagens de uma história dentro da outra, uma vez que todos vivem no mesmo prédio, que dá nome ao filme. Após uma reunião de condomínio, moradores passam a se envolver em episódios macabros, ataques e mortes na cidade. Há quem se torne vítima ou revele ser um vilão.
Lígia conta que “Edifício Bonfim” utiliza elementos inusitados, incomuns e sobrenaturais misturando realidade, fantasia e sonho, permitindo assim que a perplexidade invada o espectador, abrindo sua imaginação para o encontro com o bizarro. Ela destaca que a equipe do filme mergulhou no universo catalogado pelo professor Franklin Cascaes para realizar a obra.
O antropólogo, pesquisador e artista catarinense retratava, por meio de desenhos, narrativas e esculturas, a imaginação dos habitantes de Florianópolis com crenças, lendas e superstições herdadas de gerações passadas. “Assim, o longa está situado no gênero fantástico que, aliás, está em expansão nas telas brasileiras. Sempre tem um filme de terror em cartaz, nos cinemas e streamings, vide “Welcome to Derry” e “A hora do mal” (Weapons), recentemente premiado no Oscar”, reforça a diretora.
A equipe reúne a família de cineastas que compõem a Walper Ruas Produções, realizadora do filme. Finalizado e produzido por Tabajara Ruas (diretor de “Netto Perde sua Alma” e ‘Os Senhores da Guerra”), marido de Lígia, o roteiro - também dele - é uma construção urbana elaborada pelos escritores especializados em histórias de mistério, horror e suspense Duda Falcão e Cesar Alcázar, ambos gaúchos, e o americano Christopher Kastensmidt. Tomás Walper Ruas, filho de Ligia, assina a codireção, montagem e edição. A distribuição é da Panda Filmes. O projeto foi contemplado pelo Edital do Prêmio Catarinense de Cinema/FCC, em 2019, em arranjo com o Fundo Setorial Audiovisual/BRDE e Ancine.
No elenco, formado apenas por atores e atrizes catarinenses, destacam-se Gabi Petry (do longa-metragem iraniano “Texas”, da minissérie “Passaporte para a Liberdade”, da TV Globo, e das novelas “Carinha de Anjo” e “As Aventuras de Poliana”, do SBT), Vinícius Wester (das novelas “Malhação — Viva a Diferença” e “Verdades Secretas 2”, da TV Globo), Sandro Maquel, Welington Moraes, Sarah Motta, Matteo Mazzon, Sérgio Barreto, Giwa Coppola, Gringo Star e Eliane Carpes, entre outros.
“Trazer as histórias que ouvimos há tantos anos para as telas foi um exercício cinematográfico diferente dos filmes anteriores que realizamos, a maioria com cunho histórico no pano de fundo”, comenta Lígia. De acordo com a diretora, desta vez ela fez questão que a paisagem também funcionasse como um personagem, “para mostrar que mesmo num lugar tão idilicamente belo, o terror pode se esconder onde menos se espera”, conclui.
Da redação
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