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Celulite pode indicar doença além da estética
Dermatologista explica como diferenciar alterações estéticas de infecção bacteriana na pele

Celulite pode indicar doença além da estética
Popularmente associada apenas aos “furinhos” na pele, a celulite pode representar duas condições distintas. (Foto: Freepik)

Publicado em 24/04/2026

Muito além de uma preocupação estética, a celulite pode, sim, ser uma condição médica que exige atenção e diagnóstico adequado. Apesar de o termo ser popularmente associado às ondulações na pele, especialmente em regiões como coxas, glúteos e abdômen, existe uma diferença importante entre a chamada “celulite estética” e a celulite enquanto doença.

De acordo com a dermatologista Dra. Carla Vidal, é fundamental entender essa distinção para evitar confusões e, principalmente, negligência em casos mais graves. “A celulite que a maioria das pessoas conhece, caracterizada pelos ‘furinhos’ na pele, é, na verdade, chamada de lipodistrofia ginóide. Trata-se de uma alteração estética relacionada à distribuição de gordura, retenção de líquidos e fatores hormonais, muito comum em mulheres”, explica.

Já a celulite em seu sentido médico é uma infecção bacteriana da pele e dos tecidos subcutâneos, que pode apresentar sintomas como vermelhidão, dor, inchaço e aumento da temperatura local. “Essa é uma condição que precisa de avaliação médica imediata, pois pode evoluir rapidamente se não for tratada corretamente, geralmente com antibióticos”, alerta a especialista.

A chamada celulite estética pode ser classificada em diferentes graus, que variam de acordo com a aparência da pele:

Grau 1: não visível a olho nu, apenas quando a pele é pressionada;
Grau 2: visível sem compressão, principalmente ao contrair os músculos;
Grau 3: irregularidades evidentes em qualquer posição;
Grau 4: além dos “furinhos”, há presença de nódulos e possível dor local.

“Essa classificação ajuda a direcionar os tratamentos, que podem incluir desde mudanças no estilo de vida até procedimentos dermatológicos mais avançados”, afirma Dra. Carla.

Por outro lado, a celulite infecciosa não possui graus estéticos, mas sim níveis de gravidade clínica. Ela pode surgir a partir de pequenas lesões na pele, como cortes, picadas de insetos ou até mesmo ressecamentos, que facilitam a entrada de bactérias.

Para a celulite estética, os tratamentos são variados e incluem tecnologias como radiofrequência, bioestimuladores de colágeno, drenagem linfática e hábitos saudáveis. “Alimentação equilibrada, prática de atividade física e hidratação adequada fazem toda a diferença na prevenção e no controle do quadro”, orienta a dermatologista.

Já a celulite infecciosa exige intervenção médica. “Não é algo que deve ser tratado com soluções caseiras. O diagnóstico precoce é essencial para evitar complicações”, reforça.

O diagnóstico diferencial entre lipodistrofia ginóide e celulite infecciosa é clínico e deve ser realizado por um médico, a partir da avaliação dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente. Em casos de suspeita de infecção, podem ser solicitados exames complementares, especialmente quando há sinais sistêmicos associados. “A presença de dor, calor local, vermelhidão difusa e evolução rápida do quadro são indicativos de celulite infecciosa e demandam início imediato de tratamento. Já as alterações estéticas têm evolução crônica e não apresentam sinais inflamatórios agudos”, finaliza Dra. Carla Vidal.

 

 

 

Da redação

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