Alesc debate futuro dos manguezais catarinenses
A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC) recebe, no dia 23 de junho, o Encontro sobre Manguezais Catarinenses, uma iniciativa voltada ao debate sobre preservação ambiental e desenvolvimento sustentável. A atividade ocorre das 14h às 16h, no Plenarinho Deputado Paulo Stuart Wright, em Florianópolis, dentro da programação do Mês do Meio Ambiente promovida pela Comissão de Meio Ambiente da Casa.
Organizado pelo Instituto Mauro Passos de Proteção Ambiental e Climática (IMPAC), o evento reúne especialistas, pesquisadores e representantes do poder público e da iniciativa privada para discutir a relevância dos manguezais e seus impactos ambientais, sociais e econômicos em Santa Catarina.
Manguezais sob foco científico e ambiental
Considerados ecossistemas estratégicos, os manguezais exercem funções essenciais para o equilíbrio ambiental. Além de servirem como berçário natural para diversas espécies marinhas, também atuam na proteção da biodiversidade, na contenção da erosão costeira e no enfrentamento das mudanças climáticas, devido à alta capacidade de captura e armazenamento de carbono.
Para o fundador do IMPAC, Mauro Passos, ampliar o entendimento sobre esses ambientes é fundamental para garantir sua preservação. Ele destaca que o reconhecimento do valor dos manguezais passa pelo conhecimento e pela conscientização coletiva. “Só preservamos aquilo que conhecemos e valorizamos. Os manguezais são ecossistemas estratégicos para o equilíbrio ambiental, para a proteção da biodiversidade e para o enfrentamento da crise climática”, afirma.
Participação de especialistas e representantes
O encontro contará com a presença do deputado estadual Marquito, presidente da Comissão de Meio Ambiente da ALESC; do próprio Mauro Passos, fundador do IMPAC; dos professores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Paulo Horta e Paulo Pagliosa; além de Carlos Alberto Ferreira, CEO da Carbon Zero.
A proposta é reunir diferentes perspectivas para ampliar o debate sobre conservação, ciência e políticas públicas voltadas à proteção dos ecossistemas costeiros.
Ações se estendem para o mangue do Itacorubi
A programação não se limita ao encontro na Assembleia. No dia 28 de junho, será realizada a atividade Viva o Mangue, uma visita guiada ao manguezal do Itacorubi, em Florianópolis. A ação é aberta ao público e busca aproximar a comunidade da biodiversidade local por meio de uma experiência direta com o ambiente natural.
A iniciativa integra um conjunto de ações de educação ambiental promovidas pelo IMPAC, com foco em sensibilização e vivência prática.
Educação ambiental como eixo permanente
O instituto também vem desenvolvendo projetos contínuos ao longo dos últimos anos. Em 2025, um dos destaques foi o programa Um Dia na Mata, voltado a estudantes da rede pública de Santo Amaro da Imperatriz. A ação contou com palestras e trilhas ecológicas conduzidas por biólogos, alcançando 734 estudantes de cinco escolas municipais, da educação infantil ao ensino fundamental, com foco no Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.
No mesmo ano, o IMPAC realizou o 1º Seminário Impacto Futuro, que reuniu pesquisadores, educadores e gestores públicos para discutir educação ambiental e climática, os 50 anos do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro e os desafios relacionados à crise climática.
As iniciativas devem ter continuidade em 2026, com uma nova edição do projeto Um Dia na Mata, desta vez em parceria com o Instituto Padre Vilson Groh, ampliando o alcance das ações de formação e conscientização ambiental.
Da redação
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