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Wi-Fi público pode esconder golpes; veja como se proteger

Wi-Fi público pode esconder golpes; veja como se proteger
Redes gratuitas facilitam o acesso à internet, mas podem expor informações pessoais e bancárias; especialista explica como reduzir os riscos. (Foto: Freepik)

Publicado em 27/10/2026

Encontrar uma rede Wi-Fi gratuita pode ser uma solução prática para quem precisa acessar a internet fora de casa. Em aeroportos, shoppings, cafeterias e outros espaços públicos, a conexão permite consultar mensagens, trabalhar e utilizar diferentes serviços online. No entanto, nem todas as redes oferecem proteção adequada, e algumas podem ser utilizadas por criminosos para tentar obter senhas, dados pessoais e informações bancárias.

Com o aumento das atividades realizadas pela internet, a segurança digital se tornou uma preocupação para consumidores e empresas. O uso de conexões desconhecidas pode ampliar a exposição a tentativas de fraude, principalmente quando envolve o acesso a informações sensíveis. Para Marcos Leite, consultor executivo da SPS Group, especialista em sistemas ERP e transformação digital, a praticidade de uma rede gratuita não deve se sobrepor à proteção dos dados.

1. Evite acessar aplicativos bancários em redes públicas

Consultar o saldo, realizar um Pix ou pagar contas pelo celular enquanto espera um atendimento pode parecer inofensivo. Entretanto, uma conexão de origem desconhecida pode aumentar a exposição a páginas fraudulentas e tentativas de roubo de informações. Mesmo com os mecanismos de proteção dos aplicativos bancários, é importante evitar riscos desnecessários.

“A nossa recomendação é que não se façam compras nem se acessem dados bancários em redes públicas. O ideal é utilizar a conexão da operadora de dados, a rede de casa ou uma rede corporativa confiável”, orienta Marcos Leite.

2. Desconfie de redes com nomes semelhantes aos de estabelecimentos

Criminosos podem criar pontos de acesso falsos com nomes parecidos aos de restaurantes, hotéis e cafeterias. A estratégia é fazer com que as pessoas acreditem estar conectadas a uma rede legítima, quando, na verdade, o acesso está sob controle de terceiros.

Antes de se conectar, confirme o nome correto da rede com um funcionário do estabelecimento. Também desconfie de páginas que solicitem informações pessoais em excesso, senhas bancárias ou dados de cartões como condição para liberar o acesso à internet.

3. Prefira a internet móvel para compras online

Promoções, aplicativos de delivery e plataformas de comércio eletrônico fazem parte da rotina de muitos consumidores. Porém, finalizar uma compra em uma rede desconhecida pode aumentar a exposição a fraudes, principalmente quando o usuário é direcionado a páginas falsas que imitam lojas conhecidas.

A orientação é priorizar a conexão da operadora de telefonia ou uma rede privada confiável. Também é importante conferir o endereço do site, utilizar aplicativos oficiais e evitar fornecer dados financeiros por meio de links recebidos em mensagens suspeitas.

4. Não dependa apenas da VPN para se proteger

As redes privadas virtuais, conhecidas como VPNs, utilizam criptografia para ajudar a proteger o tráfego de informações. Apesar disso, a tecnologia não elimina todos os riscos, especialmente quando o dispositivo está conectado a uma rede desconhecida ou quando o serviço não está configurado adequadamente.

“Uma VPN pode trazer mais segurança para a conexão, mas, antes de estabelecer esse túnel protegido, o dispositivo já precisou se conectar à rede pública. Nesse intervalo, pode existir alguma vulnerabilidade. Por isso, nossa recomendação continua sendo evitar essas redes quando houver necessidade de acessar informações sensíveis”, explica Marcos Leite.

Uma VPN confiável, configurada para iniciar automaticamente e bloquear o tráfego desprotegido, pode reduzir a exposição. Ainda assim, ela não impede todos os tipos de fraude, como páginas falsas e tentativas de manipulação para obter senhas.

5. Desative a conexão automática do celular

Muitos smartphones permitem que o aparelho se conecte automaticamente a redes Wi-Fi utilizadas anteriormente. Embora o recurso facilite o acesso à internet, ele pode aumentar a exposição quando o dispositivo encontra uma rede falsa com o mesmo nome de uma conexão salva.

Revisar as redes armazenadas, desativar a conexão automática em locais públicos e remover pontos de acesso desconhecidos são medidas simples que ajudam a reduzir os riscos. Esses cuidados são especialmente importantes para quem costuma trabalhar ou acessar a internet em diferentes ambientes ao longo do dia.

6. Proteja também as informações da empresa

Os riscos das redes públicas não se restringem aos dados pessoais. Funcionários que acessam e-mails corporativos, documentos internos e sistemas empresariais por conexões desconhecidas podem expor informações profissionais, principalmente quando os dispositivos não seguem políticas adequadas de segurança.

No ambiente corporativo, a prevenção inclui autenticação multifator, atualização dos equipamentos, controle de acessos e orientação aos colaboradores. A proteção das informações deve integrar os processos internos, sobretudo em empresas que adotam o trabalho remoto ou híbrido.

7. Mantenha o celular atualizado e tenha cuidado com links

Dispositivos desatualizados podem apresentar falhas de segurança que facilitam a exploração de vulnerabilidades. Por isso, manter o sistema operacional e os aplicativos atualizados é uma medida importante, independentemente da conexão utilizada.

Também é fundamental desconfiar de mensagens que solicitem códigos de autenticação, senhas ou dados financeiros. Muitos golpes dependem da manipulação do usuário, e não necessariamente de uma invasão técnica. Combinar atenção, configurações adequadas e conexões confiáveis ajuda a tornar a navegação mais segura.

A disponibilidade de internet gratuita não significa que todas as redes sejam confiáveis. Com a crescente digitalização de serviços e atividades cotidianas, reconhecer ameaças e adotar medidas preventivas tornou-se importante tanto para consumidores quanto para empresas. Alguns minutos de praticidade não compensam os prejuízos que podem resultar do comprometimento de informações pessoais ou profissionais.

 

 

 

Da redação

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