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Alesc discute mudanças na escala 6×1

Alesc discute mudanças na escala 6×1
Audiência pública na Alesc reuniu parlamentares, sindicatos e empresários para discutir os impactos da redução da jornada de trabalho no país. (Foto: Jeferson Baldo/Agência Alesc)

Publicado em 22/05/2026

A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) realizou na noite da quinta-feira (21) uma audiência pública para discutir a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6×1 no Brasil. O encontro ocorreu no Auditório Antonieta de Barros e foi proposto pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, a pedido do deputado estadual Marcos José de Abreu, o Marquito (Psol).

O debate reuniu parlamentares, representantes sindicais, economistas e entidades empresariais para discutir os impactos sociais e econômicos da proposta, que tramita na Câmara dos Deputados por meio de uma PEC.

Segundo Marquito, Santa Catarina possui cerca de 1,5 milhão de trabalhadores no regime 6×1, especialmente mulheres que atuam no comércio, turismo e varejo. Ele também destacou dados apresentados pelo Instituto Germinar que apontam a possibilidade de criação de quase 60 mil empregos no estado com a redução da jornada.

O presidente da comissão especial da Câmara que analisa a PEC, o deputado federal Alencar Santana, defendeu a criação de um marco legal para garantir a mudança. Já o relator da proposta, Léo Prates, afirmou que a comissão percorreu diferentes regiões do país ouvindo trabalhadores, empresários e especialistas antes da elaboração do relatório.

Movimento sindical e setor industrial divergem

A presidente da CUT em Santa Catarina, Anajúlia Rodrigues, afirmou que a redução da jornada é uma reivindicação histórica do movimento sindical e destacou os impactos da carga horária sobre as mulheres trabalhadoras.

Por outro lado, o economista-chefe da Fiesc, Pablo Bittencourt, demonstrou preocupação com possíveis impactos na competitividade da economia brasileira e defendeu um período de transição para adaptação das empresas.

Parlamentares federais discutem alterações no texto original da PEC, incluindo uma proposta de transição de até dez anos para implementação das mudanças. Uma das emendas já alcançou o número mínimo de assinaturas necessárias para tramitação e conta com apoio de 14 deputados federais catarinenses.

Também participaram da audiência os deputados estaduais Luciane Carminatti e Neodi Saretta, além dos deputados federais Ana Paula Lima e Pedro Uczai.

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

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