Bolsa Família tem forte redução em SC
Somente em maio de 2026, mais de 3,2 mil famílias catarinenses deixaram o Bolsa Família após aumentarem a renda. Joinville, Florianópolis e Blumenau lideraram o número de desligamentos no estado.
Desde março de 2023, quando o programa foi retomado pelo Governo Federal, mais de 112 mil famílias de Santa Catarina deixaram o Bolsa Família por terem conquistado emprego com carteira assinada ou ampliado a renda por meio do empreendedorismo. Esses lares superaram os limites da Regra de Proteção ou concluíram o período previsto para permanência nessa modalidade.
Municípios com mais desligamentos
Em maio deste ano, Joinville registrou o maior número de famílias que deixaram o programa, com 213 desligamentos. Na sequência aparecem Florianópolis (203), Blumenau (124), Lages (114) e Palhoça (112).
Também figuram entre os dez municípios com mais saídas do Bolsa Família São José (104), Itajaí (96), Chapecó (91), Criciúma (65) e Jaraguá do Sul (61).
Mais de 5 milhões de famílias deixaram o programa no país
Em todo o Brasil, mais de 5,1 milhões de famílias deixaram o Bolsa Família entre março de 2023 e maio de 2026 após ampliarem a renda familiar. Os maiores números foram registrados em São Paulo, Distrito Federal, Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
Entre as capitais, São Paulo liderou os desligamentos em maio de 2026, com 7.312 famílias, seguida por Rio de Janeiro, Fortaleza, Salvador e Brasília.
Como funciona a Regra de Proteção
Criada no novo desenho do programa, a Regra de Proteção garante uma transição gradual para as famílias que aumentam a renda. Mesmo após superar o limite de R$ 218 por pessoa, elas podem continuar recebendo 50% do benefício por até 12 meses, desde que a renda per capita permaneça abaixo de R$ 706.
“O novo modelo estimula o emprego. Só de 2023 para cá, 5,1 milhões de famílias saíram da pobreza. Saíram do Bolsa Família porque passaram a ter um emprego ou começaram a empreender”, afirmou o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.
Emprego impulsiona saída da pobreza
Dados do Caged cruzados com o Cadastro Único mostram que 80% das vagas com carteira assinada criadas no primeiro trimestre de 2026 foram ocupadas por pessoas inscritas no CadÚnico.
Segundo Wellington Dias, os números demonstram a forte presença dos beneficiários no mercado formal de trabalho. Já estudo da FGV Social aponta que a renda do trabalho das pessoas mais pobres cresceu 10,7% em 2025, acima da média nacional, impulsionada pela geração de empregos formais e pela Regra de Proteção.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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