Capacitação em SC mira ampliar acesso ao Implanon
O Governo Federal deu início a uma nova etapa de qualificação de profissionais de saúde para ampliar o acesso ao implante contraceptivo subdérmico no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Santa Catarina, cerca de 580 trabalhadores da atenção primária devem ser capacitados durante oficina marcada para os dias 13 e 14 de maio, em Palhoça.
A ação faz parte de um ciclo nacional que pretende treinar mais de 11 mil profissionais em todo o país. Ao todo, serão 32 oficinas presenciais, priorizando municípios com menos de 50 mil habitantes, com foco na ampliação da oferta do Implanon na rede pública.
Treinamento com teoria e prática
As capacitações reúnem atividades teóricas e práticas, com uso de simuladores e acompanhamento de facilitadores do Ministério da Saúde. A carga horária é de 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos, com foco na segurança dos procedimentos e no cumprimento das normas técnicas. Os encontros também incluem diálogo com gestores locais para facilitar a implementação nos municípios.
Antes de chegar a Santa Catarina, o novo ciclo passou por cidades como Vitória, João Pessoa, Recife, Fortaleza, Campo Grande e Salvador.
Ampliação da oferta no SUS
A estratégia acompanha o aumento na distribuição do contraceptivo. Em 2025, foram enviadas 500 mil unidades para os estados, incluindo 18.030 destinadas a Santa Catarina. Para 2026, a previsão é de 1,3 milhão de implantes distribuídos em todo o país.
Formação e cuidado integral
Além da técnica, as oficinas abordam direitos sexuais e reprodutivos, políticas públicas e temas como dignidade menstrual, enfrentamento à violência e orientação sobre métodos contraceptivos disponíveis no SUS. A primeira fase, realizada em 2025, capacitou cerca de 2,9 mil profissionais e gestores em 682 municípios.
Método de longa duração
O Implanon é um contraceptivo de alta eficácia, com duração de até três anos. Após esse período, pode ser substituído na própria rede pública, com retorno rápido da fertilidade após a retirada. O método integra a lista de opções gratuitas do SUS, que também inclui preservativos, DIU, anticoncepcionais e outros procedimentos. O uso de preservativos segue sendo recomendado para prevenção de infecções sexualmente transmissíveis.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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