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CBMSC alerta para incêndios durante o inverno

CBMSC alerta para incêndios durante o inverno
O aumento do uso de fogões à lenha, aquecedores e lareiras durante o inverno tem elevado os registros de incêndios em residências catarinenses.

Publicado em 15/05/2026

Com a queda das temperaturas e o uso mais frequente de equipamentos para aquecer ambientes, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforçou o alerta sobre os riscos de incêndios em residências durante o inverno. Dados da Divisão de Investigação de Incêndio (DINVI) mostram crescimento nas ocorrências ligadas a fontes térmicas entre 2024 e 2025.

Segundo o levantamento, os registros passaram de 81 para 87 casos no período, representando aumento de cerca de 10%. Entre os equipamentos mais associados aos incêndios estão fogões à lenha, lareiras, aquecedores e cobertores térmicos. O fogão à lenha segue liderando as ocorrências investigadas pelo órgão.

O major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, chefe da DINVI, explica que os meses mais frios costumam concentrar o maior número de atendimentos relacionados a esse tipo de situação. “Historicamente, durante os meses mais frios, o número de ocorrências relacionadas a fontes térmicas pode chegar a ser duas a três vezes maior do que em períodos de temperaturas mais elevadas, reflexo do aumento do uso desses equipamentos”, destacou.

Casos aumentam durante o inverno

Maio, junho e julho aparecem como os meses com maior concentração de incêndios envolvendo equipamentos de aquecimento. A região da Serra catarinense lidera os registros no estado, cenário atribuído às baixas temperaturas e ao uso intensificado dessas estruturas nas residências.

Um dos casos atendidos pelo CBMSC ocorreu no município de Salete, no dia 10 de maio. O incêndio começou em um fogão à lenha e atingiu uma casa após o morador ouvir estalos vindos do mezanino. Ao verificar a situação, percebeu que as chamas já haviam se espalhado pelo imóvel.

O homem e o filho tentaram conter o fogo com o auxílio de uma mangueira de jardim até a chegada dos bombeiros. Para controlar completamente o incêndio, foram necessários mais de 15 mil litros de água.

Feridos e orientações preventivas

O levantamento também aponta que, nos últimos dois anos, 12 pessoas ficaram feridas em ocorrências relacionadas ao uso dessas fontes térmicas. Diante do cenário, o Corpo de Bombeiros reforça a importância de medidas simples para reduzir riscos dentro de casa.

Entre as recomendações estão manter materiais inflamáveis longe de fontes de calor, revisar regularmente instalações elétricas, chaminés e equipamentos de aquecimento, além de evitar improvisações em tomadas e extensões.

Os bombeiros também orientam que aparelhos não sejam deixados ligados sem supervisão, principalmente durante a noite ou quando o ambiente estiver vazio. Sinais como cheiro de queimado, superaquecimento, fumaça ou faíscas devem ser observados imediatamente.

Outra orientação é seguir corretamente as instruções de instalação, uso e manutenção indicadas pelos fabricantes dos equipamentos.

Pequenos cuidados podem evitar tragédias

De acordo com o CBMSC, atitudes preventivas são fundamentais para garantir mais segurança às famílias durante o inverno e evitar prejuízos materiais e riscos à vida. “No inverno, é natural que as pessoas busquem formas de aquecer os ambientes e tornar suas residências mais confortáveis. Nosso objetivo é orientar a população para que esse aquecimento aconteça de forma segura. Pequenos cuidados, como revisar equipamentos, evitar improvisações e manter distância de materiais combustíveis, fazem toda a diferença e ajudam a evitar incêndios, protegendo vidas e patrimônios”, ressaltou o major.

 

Da redação

Fonte: Secom

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