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CBMSC alerta para riscos das fogueiras

CBMSC alerta para riscos das fogueiras
Com a chegada dos arraiás, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina reforça os cuidados com as fogueiras. (Foto: Divulgação / CBMSC)

Publicado em 08/06/2026

Com aumento dos eventos típicos de junho e julho, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina (CBMSC) reforça o alerta para os riscos relacionados ao uso de fogueiras durante as festas juninas. Embora os fogos de artifício costumem atrair mais atenção quando ocorrem acidentes, as fogueiras continuam sendo uma das principais causas de queimaduras nesta época do ano.

Dados da Sociedade Brasileira de Queimaduras mostram a dimensão do problema no país. Cerca de 1 milhão de pessoas sofrem queimaduras anualmente, o equivalente a um caso a cada 32 segundos. Entre as vítimas, milhares precisam de atendimento hospitalar e aproximadamente três mil mortes são registradas todos os anos em decorrência dessas lesões. Com a chegada das celebrações juninas, os índices tendem a aumentar.

Em Santa Catarina, os números também chamam a atenção. Levantamento do CBMSC aponta crescimento nas ocorrências envolvendo fogueiras nos últimos anos. Foram registrados 31 atendimentos em 2023, 33 em 2024 e 50 em 2025, representando um aumento de 61% em apenas dois anos. Embora os registros sejam contabilizados ao longo de todo o ano, os meses de junho e julho concentram a maior parte dos casos.

Queimaduras são os acidentes mais frequentes

Segundo o comandante-geral do CBMSC, coronel Fabiano de Souza, as fogueiras costumam ser vistas como um elemento tradicional e inofensivo das festas juninas, mas escondem riscos importantes.

De acordo com ele, as queimaduras de segundo grau estão entre as lesões mais comuns e costumam atingir mãos, braços, punhos, rosto, tronco e olhos. Muitas dessas ocorrências acontecem durante o acendimento da fogueira, especialmente quando são utilizados materiais inflamáveis ou quando estalos e fragmentos de madeira são lançados em direção às pessoas próximas.

Distância deve seguir a altura da fogueira

Uma das principais orientações do Corpo de Bombeiros está relacionada ao local escolhido para a montagem da fogueira. A Instrução Normativa 24 estabelece que a distância mínima entre a fogueira e construções, vias públicas, redes elétricas, fios telefônicos ou materiais combustíveis deve corresponder a uma vez e meia a altura da própria estrutura.

Na prática, uma fogueira com dois metros de altura deve estar posicionada a pelo menos três metros de qualquer edificação ou obstáculo. Se a estrutura tiver quatro metros, o afastamento necessário passa para seis metros. Já uma fogueira de um metro e meio, bastante comum em residências e sítios, exige mais de dois metros de distância livre ao redor.

Orientações pouco conhecidas ajudam a evitar acidentes

Além dos cuidados mais conhecidos, a corporação destaca medidas que ainda são ignoradas por muitas pessoas.

Uma delas é que a fogueira deve ser acesa pela parte superior da pilha de madeira. Quando o fogo começa pela base, a estrutura tende a desmoronar rapidamente, espalhando brasas e dificultando o controle das chamas.

Outra recomendação é nunca lançar bombinhas, rojões ou qualquer artefato explosivo dentro da fogueira. A prática pode projetar brasas e fragmentos em diversas direções, aumentando o risco de queimaduras, incêndios e danos materiais.

Também é importante preparar o terreno antes da montagem. A orientação é espalhar uma camada de areia entre o solo e a madeira. A medida reduz a propagação do calor para o subsolo e ajuda a evitar focos ocultos que podem reacender horas depois do encerramento da festa.

Mesmo após o fogo aparentar estar apagado, o cuidado deve continuar. O CBMSC alerta que brasas podem permanecer quentes por bastante tempo. Por isso, é necessário despejar água em abundância sobre toda a estrutura, revolver as cinzas e repetir o procedimento até que não haja mais fumaça, calor ou estalos.

Medidas simples aumentam a segurança

Para reduzir os riscos durante as comemorações juninas, o Corpo de Bombeiros recomenda manter a distância adequada entre a fogueira e áreas com vegetação, construções e redes elétricas; utilizar uma camada de areia sob a madeira; evitar completamente o uso de álcool, gasolina, querosene ou outros líquidos inflamáveis; e deixar sempre água ou areia disponíveis para uma eventual emergência.

A corporação também orienta que as fogueiras não sejam acesas em dias de ventos fortes, que crianças e animais permaneçam afastados e supervisionados, e que pessoas usando roupas largas ou tecidos sintéticos evitem se aproximar das chamas. Outra recomendação importante é não acender fogueiras após o consumo de bebidas alcoólicas.

Com a proximidade dos tradicionais arraiás, o CBMSC reforça que a prevenção continua sendo a principal ferramenta para garantir uma celebração segura e sem acidentes.

 

 

Da redação

Fonte: Secom

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