Central de Emergências ganha reforço da Polícia Penal
A atuação da Polícia Penal de Santa Catarina dentro da Central de Emergências vem se consolidando como um dos principais avanços recentes na resposta do Estado a situações de risco, especialmente nos casos de violência doméstica e sexual. Desde 2025, a corporação passou a integrar de forma permanente esse ambiente estratégico, contribuindo para decisões mais rápidas e coordenadas entre as forças de segurança.
A Central reúne, em tempo real, instituições como Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar, Samu e Polícia Penal, permitindo uma atuação conjunta diante de ocorrências sensíveis. Essa integração tem impacto direto na proteção de vítimas que contam com medidas judiciais, reduzindo o tempo de resposta e aumentando a eficácia das ações.
Monitoramento em tempo real
Dentro dessa estrutura, a Polícia Penal atua principalmente no acompanhamento de pessoas submetidas a medidas cautelares com uso de tornozeleira eletrônica. A presença de um policial penal na Central possibilita identificar de imediato qualquer violação de áreas de restrição determinadas pela Justiça.
Quando um monitorado entra em um perímetro proibido, como a região próxima à residência da vítima, o contato é feito de forma imediata para determinar a saída do local. Caso a orientação não seja atendida, a Polícia Militar é acionada de forma direta para averiguar a situação.
Se confirmada a permanência indevida, o caso é tratado como descumprimento de medida judicial, com encaminhamento à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais.
Resultados e números
Em sete meses de atuação na Central Integrada de Atendimento a Emergências, mais de 800 ocorrências envolvendo monitorados exigiram acionamento da Polícia Militar. A média é de 3,79 violações por dia, número que evidencia a demanda e a importância da atuação integrada.
Atualmente, a Unidade de Monitoramento Eletrônico da Polícia Penal acompanha centenas de casos ligados à violência contra a mulher. São mais de 560 monitorados por episódios de violência doméstica e outros mais de 90 por violência sexual, reforçando o papel da instituição na fiscalização das medidas protetivas.
Estratégia e continuidade
A presença da Polícia Penal na Central ocorre por meio de plantões, com atuação que, em geral, vai do início da manhã até o período noturno. Após esse horário, o monitoramento segue ativo pela unidade responsável, garantindo vigilância contínua.
Para a secretária de Justiça e Reintegração Social, Danielle Amorim Silva, a integração fortalece a rede de proteção e qualifica a resposta do Estado. Segundo ela, a atuação conjunta assegura maior efetividade no cumprimento das decisões judiciais e amplia a segurança das vítimas.
Política pública integrada
A iniciativa também se conecta a ações mais amplas de enfrentamento à violência contra a mulher, como o Programa Catarinas Por Elas. A proposta reúne diferentes órgãos estaduais em torno de um compromisso comum, colocando a proteção das vítimas como prioridade.
Com a presença da Polícia Penal nesse sistema, o Estado amplia a capacidade de prevenção e resposta, consolidando um modelo de atuação que aposta na integração como ferramenta para reduzir riscos e evitar novos crimes.
Da redação
Fonte: Secom
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