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Cinema brasileiro comemora 128 anos de história

Cinema brasileiro comemora 128 anos de história
O Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho, marca os 128 anos do primeiro registro de imagens em movimento realizado no país. (Charge: Ed Carlos) ***Clique para ampliar imagem

Publicado em 19/06/2026

O cinema nacional vive um dos momentos mais positivos de sua trajetória. No Dia do Cinema Brasileiro, celebrado em 19 de junho, os números do setor refletem um período de crescimento, marcado por aumento de público, reconhecimento internacional e uma agenda movimentada de lançamentos ao longo de 2026.

A data homenageia um marco histórico ocorrido em 19 de junho de 1898, quando o italiano Afonso Segreto, radicado no Brasil, registrou as primeiras imagens em movimento produzidas no país. As cenas foram captadas na Baía de Guanabara, entre Rio de Janeiro e Niterói, e passaram a simbolizar o início da produção cinematográfica brasileira.

De acordo com registros do Arquivo Nacional, Afonso Segreto realizou mais de uma centena de filmes ao longo de sua carreira. No entanto, nenhuma dessas obras foi preservada, tendo se perdido com o passar dos anos.

Recuperação e crescimento do mercado

Após enfrentar anos de dificuldades, o cinema brasileiro voltou a ganhar espaço nas salas de exibição. Dados da Agência Nacional do Cinema (Ancine) apontam que, em 2024, os filmes nacionais alcançaram participação de 10,1% no mercado exibidor, um avanço expressivo em relação aos 3,2% registrados em 2023. O crescimento do público para produções brasileiras chegou a 241% no período.

Entre os destaques recentes está o longa-metragem Ainda Estou Aqui. Com mais de 5,7 milhões de ingressos vendidos e arrecadação de R$ 104,7 milhões, a produção tornou-se a terceira maior bilheteria nacional desde 2018, ficando atrás apenas de Minha Mãe é uma Peça 3 e Nada a Perder.

Os indicadores também mostram a continuidade dessa trajetória. Até a 23ª semana cinematográfica de 2025, os filmes brasileiros respondiam por 16,5% do público total das salas, acumulando 8,7 milhões de espectadores e renda de R$ 166 milhões.

Já os dados mais recentes do Painel Indicadores do Mercado de Exibição da Ancine, atualizados até a 24ª semana cinematográfica de 2026, apontam que os cinemas brasileiros receberam 55,94 milhões de espectadores. No período, a arrecadação ultrapassou R$ 1,22 bilhão, com 505 títulos exibidos.

Presença brasileira no Oscar

Ao longo das últimas décadas, o Brasil construiu uma participação relevante na principal premiação do cinema mundial.

Entre os destaques estão O Pagador de Promessas (1963), indicado a Melhor Filme Internacional; Central do Brasil (1999), que recebeu indicações para Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Montenegro; e Cidade de Deus (2004), lembrado em quatro categorias, incluindo Melhor Diretor e Melhor Roteiro Adaptado.

Também figuram nessa trajetória O Menino e o Mundo (2016), indicado a Melhor Animação, e Democracia em Vertigem (2020), que concorreu na categoria de Melhor Documentário.

Mais recentemente, Ainda Estou Aqui entrou para a história ao conquistar, em 2025, a primeira estatueta do Brasil no Oscar, vencendo na categoria Melhor Filme Internacional. O longa também recebeu indicações para Melhor Filme e Melhor Atriz, com Fernanda Torres.

Em 2026, O Agente Secreto ampliou a presença brasileira na premiação ao alcançar quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Seleção de Elenco.

Estreias nacionais movimentam 2026

Quem pretende celebrar o Dia do Cinema Brasileiro acompanhando produções nacionais encontra uma programação diversificada neste ano, com títulos que transitam entre comédia, drama e cinebiografia.

Um dos destaques do primeiro semestre foi Velhos Bandidos, lançado em 26 de março. A trama acompanha Marta e Rodolfo, um casal de aposentados interpretado por Fernanda Montenegro e Ary Fontoura, que decide planejar um assalto a banco. Para executar o plano, eles contam com a ajuda dos personagens Nancy e Sid, vividos por Bruna Marquezine e Vladimir Brichta, enquanto um investigador interpretado por Lázaro Ramos tenta impedir a ação.

 

 

Da redação

Fonte: Primeira Página

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