Consulta pública debate inclusão digital de idosos
O Governo Federal está recebendo contribuições da sociedade para a elaboração do Guia Orientativo para o Desenvolvimento de Competências Digitais e Midiáticas da Pessoa Idosa no Brasil. A consulta pública segue aberta até o dia 24 de maio, por meio da plataforma Brasil Participativo, e faz parte da construção de um documento voltado à inclusão digital e à ampliação da participação das pessoas idosas no ambiente digital.
A iniciativa considera os impactos da transformação tecnológica no cotidiano da população, especialmente no acesso à informação, aos serviços públicos e às formas de comunicação. A proposta é fortalecer o desenvolvimento de habilidades digitais para que as pessoas idosas possam utilizar as ferramentas tecnológicas de maneira segura, crítica e independente.
Construção coletiva do documento
A consulta pública foi aberta em 24 de abril e reúne o conteúdo inicial do guia, além de orientações e espaço para envio de sugestões. A participação é aberta a diferentes segmentos da sociedade, como gestores públicos, educadores, pesquisadores, organizações da sociedade civil, cuidadores, familiares e as próprias pessoas idosas.
As contribuições enviadas pela plataforma serão analisadas e poderão integrar a versão final do documento, que pretende servir como referência para políticas e ações de inclusão digital no país.
Diretrizes para inclusão e autonomia
O guia está sendo elaborado no âmbito do 6º Plano de Ação Nacional da Parceria para Governo Aberto e é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa, em parceria com órgãos governamentais e entidades da sociedade civil.
O documento parte do entendimento de que o envelhecimento da população e a digitalização crescente da vida cotidiana representam desafios importantes para as políticas públicas. A proposta destaca que inclusão digital não se resume ao acesso à internet ou aos equipamentos tecnológicos, mas envolve também alfabetização digital, leitura crítica da informação e participação consciente no ambiente virtual.
Entre os princípios apresentados estão acessibilidade, autonomia, segurança, equidade e combate ao idadismo. O guia também aborda temas como segurança digital, uso ético da internet, acesso a serviços públicos digitais e compreensão de tecnologias emergentes, incluindo inteligência artificial.
Educação digital e aprendizado contínuo
Além das orientações conceituais, o material propõe metodologias baseadas na educação popular e na troca intergeracional de conhecimentos. A proposta valoriza os saberes e experiências das pessoas idosas, estimulando percursos formativos conectados à realidade cotidiana.
O documento também prevê mecanismos de monitoramento e avaliação das ações, com critérios e indicadores para acompanhamento contínuo das iniciativas desenvolvidas.
Segundo o Governo Federal, a expectativa é que o guia contribua para ampliar a autonomia, fortalecer a inclusão social e incentivar a participação ativa das pessoas idosas na sociedade contemporânea.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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