00:00
21° | Nublado

Crise climática em SC exige ação imediata

Crise climática em SC exige ação imediata
vento da Alesc reuniu especialistas para discutir impactos ambientais e estratégias sustentáveis. (Foto: Ana Quinto/Agência Alesc)

Publicado em 22/03/2026

Santa Catarina, marcada por um histórico de desastres naturais, como enchentes, enxurradas e ciclones, enfrenta com frequência eventos extremos que causam mortes e prejuízos significativos. Entre os episódios mais lembrados estão as enchentes de 1983 e 1984, o Furacão Catarina em 2004, a tragédia de 2008 e as intensas chuvas de 2023. Dados da Agência Brasil apontam que, nos últimos quatro anos até 2025, o número de ocorrências aumentou quase 700%, corroborado por estudos de órgãos estaduais e federais.

Mobilização social e soluções baseadas na natureza

O seminário, promovido hoje pela Apremavi (Associação de Preservação do Meio Ambiente e da Vida) em parceria com a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Alesc, presidida pelo deputado Marquito (PSOL), buscou debater estratégias de enfrentamento da crise climática. O evento contou ainda com apoio do governo estadual por meio do Termo de Fomento 2025TR001224, além de diversas organizações socioambientais.

Especialistas presentes reforçaram a importância de ações que respeitem o princípio de que “menos é mais”, priorizando soluções baseadas na natureza. Entre elas, destacam-se o combate ao desmatamento e a restauração da Mata Atlântica, fundamentais para a conservação da biodiversidade, a segurança hídrica e a resiliência dos ecossistemas catarinenses.

Abertura do seminário

A solenidade de abertura reuniu autoridades como o deputado Marquito, a presidente da Apremavi, Miriam Prochnow, a promotora de Justiça Stephani Gaeta Sanches, representante do Ministério Público Estadual, e Mariane Murakami, da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e da Economia Verde (Semae). Para Marquito, o estado é um dos mais impactados pelas mudanças climáticas, o que reforça a urgência de políticas públicas eficazes. “As tragédias climáticas estão cada vez mais frequentes e intensas. Precisamos avançar na construção de políticas ambientais resolutivas”, afirmou.

Durante a abertura, o deputado também apresentou o relatório A Terra Pede Cuidado, produzido pela Comissão de Meio Ambiente da Alesc. O documento reúne propostas surgidas das Conferências Regionais Preparatórias à COP30, realizadas em 2025 nos municípios de Lages, Joinville, Criciúma, Florianópolis e Chapecó. Entre os temas abordados estão justiça climática, agroecologia, agricultura familiar, transição energética, educação ambiental, financiamento climático, áreas protegidas e racismo ambiental. O relatório ainda sugere alternativas de desenvolvimento para a região carbonífera, fortalecimento da energia solar e ampliação de unidades de conservação.

Conferências e debates

A programação começou com a conferência Panorama geral das mudanças climáticas, ministrada por Suely Araújo, urbanista, advogada e doutora em ciência política, ex-presidente do Ibama e coordenadora de políticas públicas do Observatório do Clima. Ela ressaltou a urgência de ações imediatas: “A crise climática deixou de ser um problema do futuro. Ela já está acontecendo e precisa ser enfrentada agora.”

Em seguida, o professor aposentado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), João de Deus Medeiros, apresentou um diagnóstico sobre as mudanças climáticas no estado, destacando a conservação da Mata Atlântica e políticas ambientais estratégicas.

Espaço de diálogo e construção coletiva

O seminário, que se estenderá durante todo o dia, é estruturado como um espaço de diálogo e troca de experiências, com atividades voltadas à construção coletiva de estratégias para enfrentar a emergência climática. Na parte da tarde, duas mesas de debate reunirão representantes de diversos setores, incluindo poder público, academia, setor produtivo e movimentos sociais, seguidas de momentos de síntese e encaminhamentos.

Miriam Prochnow, presidente da Apremavi, reforçou a gravidade do cenário: “Santa Catarina apresenta grande diversidade de eventos extremos. Este seminário busca visibilizar essas questões e apontar caminhos, mostrando que a construção de soluções exige articulação entre diferentes setores da sociedade.”

 

 

 

Da redação

Fonte: Alesc

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News