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Dados nacionais reforçam risco nas rodovias de SC

Dados nacionais reforçam risco nas rodovias de SC
Mesmo com a redução nacional nos indicadores, o estado mantém posição de destaque, principalmente quando analisado de forma proporcional à extensão das vias. (Foto: Divulgação/PRFSC)

Publicado em 05/04/2026

Santa Catarina aparece como o segundo estado com mais acidentes e feridos em rodovias federais, segundo estudo da Fundação Dom Cabral com base em dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Apesar do cenário, 2025 registrou melhora nos indicadores nacionais de segurança viária, com queda de 5% nos sinistros, que somaram 56.116 ocorrências. O número de mortes chegou a 4.799 (-4%) e os feridos graves a 15.098 (-6%).

Minas Gerais lidera em volume de acidentes (9.559), seguido por Santa Catarina (8.184) e Paraná (7.619). Os três estados também concentram o maior número de feridos. Já Minas Gerais, Paraná e Bahia registram mais mortes.

Proporcionalmente, no entanto, Santa Catarina lidera o ranking. Isso porque possui uma malha federal de cerca de 2.345 km, enquanto Minas Gerais tem mais de 9.200 km de rodovias — quase quatro vezes mais.

Pistas simples

As rodovias de pista simples concentram os acidentes mais graves, principalmente colisões frontais, que têm maior índice de fatalidade. A falta de separação entre os fluxos favorece ultrapassagens perigosas e impactos de alta energia.

O estudo também aponta que muitos acidentes graves ocorrem em trechos retos e durante o dia, situações que podem transmitir falsa sensação de segurança e estimular o excesso de velocidade.

Santa Catarina ainda lidera o número de trechos críticos no país em 2025, com 21 pontos entre os 118 mais perigosos. Na BR-101, entre os km 200 e 210, em São José, foram registrados 112 acidentes graves no ano. Outro trecho crítico fica entre os km 210 e 220, entre São José e Palhoça, com 94 ocorrências. Em Balneário Camboriú, há registro de 65 casos.

Erros humanos

Especialistas apontam que a redução geral está ligada ao avanço da fiscalização, melhorias na infraestrutura e campanhas educativas. Ainda assim, o fator humano segue como principal causa: cerca de 80% dos acidentes estão relacionados a falhas como excesso de velocidade, distração, álcool e fadiga.

A baixa visibilidade também tem papel relevante e aparece em seis das dez principais causas de acidentes, agravada por chuva, neblina, fumaça ou iluminação inadequada.

A manutenção dos veículos é outro ponto decisivo, garantindo o funcionamento adequado de itens como freios, pneus e suspensão em situações de emergência.

Além disso, especialistas alertam que a perda de visibilidade pode ocorrer de forma gradual e nem sempre é percebida pelo motorista, reduzindo o tempo de reação. Em colisões frontais, segundos fazem diferença, e fatores como ofuscamento ou desgaste de equipamentos podem comprometer a leitura da via e aumentar os riscos.

Cuidados na chuva

A PRF reforça que dirigir sob chuva exige atenção redobrada e adaptação do comportamento, com medidas como redução de velocidade, aumento da distância entre veículos e uso adequado dos equipamentos de segurança.

Confira recomendações básicas da PRF para reduzir riscos nas rodovias:

Evite ultrapassagens e manobras bruscas em pista molhada;

Mantenha o farol baixo aceso, mesmo durante o dia;

Aumente a distância de segurança entre veículos;

Reduza a velocidade para evitar aquaplanagem;

Verifique regularmente pneus e limpadores de para-brisa;

Utilize ventilação ou ar-condicionado para evitar vidros embaçados;

Redobre o cuidado com pedestres e ciclistas;

Não atravesse trechos alagados;

Em chuva intensa, pare em local seguro até a visibilidade melhorar;

Motociclistas devem adotar cautela adicional devido à menor estabilidade.

 

 

 

Da redação

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