00:00
21° | Nublado

Decreto reforça bloqueio financeiro das “bets ilegais”

Decreto reforça bloqueio financeiro das “bets ilegais”
Novo decreto prevê, ainda, que os valores bloqueados que forem declarados perdidos ao final do processo administrativo sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

Publicado em 19/06/2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou nesta sexta-feira (19) o Decreto nº 13.033, que reforça o combate às apostas ilegais no Brasil. A medida permite o bloqueio de recursos movimentados por empresas que operam sem autorização, interrompe novas transações financeiras e prevê que valores obtidos de forma irregular sejam destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) após processo administrativo.

Segundo o governo federal, os mecanismos seguem modelo semelhante ao utilizado no combate financeiro ao crime organizado e foram viabilizados pela Lei Antifacção. Entre as medidas está o chamado "perdimento de bens", que permite a destinação dos recursos apreendidos para ações de segurança pública.

Como será o bloqueio

A Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), vinculada ao Ministério da Fazenda, poderá emitir um auto de constatação ao identificar operadores irregulares. A partir dessa notificação, bancos e instituições de pagamento terão até 24 horas para bloquear valores e interromper novas transações relacionadas à empresa investigada, sob supervisão do Banco Central.

A condução dos processos administrativos ficará sob responsabilidade da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), que poderá solicitar documentos, realizar diligências e garantir o direito de defesa dos envolvidos.

Recursos irão para a segurança pública

Após a conclusão dos processos, os valores considerados ilícitos poderão ser destinados ao Fundo Nacional de Segurança Pública. Segundo o governo, os recursos serão utilizados para financiar ações de prevenção e combate à criminalidade.

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o objetivo é retirar recursos das operações ilegais e direcioná-los para o fortalecimento das políticas de segurança. Já o ministro da Justiça, Wellington Lima, destacou que a medida amplia a estratégia de asfixia financeira contra organizações criminosas.

Fiscalização já retirou milhares de plataformas do ar

Desde outubro de 2024, a SPA mantém parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que já resultou no bloqueio de mais de 50 mil domínios de apostas irregulares.

As ações de fiscalização também levaram à remoção de 780 perfis, 306 publicações e 190 aplicativos que promoviam apostas sem autorização. O trabalho é realizado em conjunto com o Conar e o Conselho Digital do Brasil.

Segundo a secretária de Prêmios e Apostas, Daniele Cardoso, mais de 60 portarias já foram publicadas para aperfeiçoar a regulação do setor, além de iniciativas voltadas ao jogo responsável e à proteção dos consumidores.

Autoexclusão e responsabilidade tributária

O governo também destacou a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, lançada em dezembro de 2025, que permite ao usuário bloquear seu acesso a todas as plataformas autorizadas em uma única solicitação. Até o momento, mais de 650 mil pedidos de autobloqueio foram registrados.

Outra medida recente é a Portaria nº 17.66/2026, que estabelece responsabilidade tributária solidária para instituições financeiras que continuarem processando operações de empresas de apostas sem autorização após notificação do Ministério da Fazenda. A norma também alcança pessoas físicas e jurídicas que divulguem publicidade de operadores irregulares.

Além disso, o governo citou a Operação Conto da Sorte, realizada nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo, que resultou na retenção de bens e direitos avaliados em até R$ 145 milhões ligados a atividades investigadas.

 

 

Da redação

Fonte: Governo Federal

Para receber notícias, clique AQUI e faça parte do Grupo de WHATS do Imagem da Ilha.

Gostou deste conteúdo? Compartilhe utilizando um dos ícones abaixo!

Pode ser no seu Face, Twitter ou WhatsApp!

Para mais notícias, clique AQUI

Siga-nos no Google notícias

Google News