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El Niño coloca órgãos federais em alerta

El Niño coloca órgãos federais em alerta
Segundo o ministro Waldez Góes, órgãos federais, estados e municípios atuam de forma integrada para enfrentar possíveis situações de emergência. (Foto: Diego Campos / Secom-PR)

Publicado em 19/06/2026

O Governo Federal mantém uma estrutura de vigilância e resposta ativa para enfrentar possíveis consequências provocadas pelo El Niño no Brasil. A afirmação foi feita na quinta-feira (18) pelo ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, durante participação no programa Bom Dia, Ministro.

Segundo o ministro, o país conta atualmente com equipes mobilizadas, planos de contingência em andamento e acompanhamento permanente das condições climáticas. Ele destacou que o governo dispõe de recursos humanos, financeiros e orçamentários para atuar diante de eventuais emergências relacionadas ao fenômeno.

Estrutura nacional de acompanhamento

De acordo com Waldez Góes, uma sala de situação foi instalada para monitorar os cenários climáticos e coordenar respostas rápidas em caso de necessidade. A iniciativa reúne cerca de 20 ministérios e órgãos especializados, como a Defesa Civil Nacional, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As instituições realizam reuniões frequentes com defesas civis estaduais e municipais de diferentes regiões do país para acompanhar a evolução dos riscos e alinhar medidas preventivas.

O El Niño é um fenômeno climático associado ao aquecimento das águas do Oceano Pacífico e possui influência sobre o clima em diversas partes do mundo. No Brasil, costuma provocar aumento das chuvas e riscos de enchentes na Região Sul, enquanto favorece períodos de estiagem nas regiões Norte e Nordeste. Meteorologistas indicam que seus efeitos já estão sendo observados e devem permanecer até o próximo verão.

Eventos extremos desafiam previsões

Durante a entrevista, o ministro ressaltou que, embora os avanços tecnológicos permitam antecipar parte dos fenômenos meteorológicos, os eventos climáticos extremos ainda representam desafios para os sistemas de previsão.

Segundo ele, as mudanças climáticas vêm aumentando a frequência e a intensidade desses episódios, muitas vezes ultrapassando o grau de precisão esperado pelos modelos meteorológicos. Como exemplo, citou situações registradas recentemente no Rio Grande do Sul, que evidenciam a complexidade de eventos considerados fora do padrão.

Atuação em situações de emergência

Waldez Góes também lembrou que as equipes do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional costumam estar entre as primeiras a chegar aos locais atingidos por desastres naturais, especialmente em casos de enchentes, secas severas e outras ocorrências climáticas.

Ao mencionar episódios recentes, como a estiagem na Região Norte, as enchentes no Rio Grande do Sul e um tornado registrado no Paraná, o ministro afirmou que o Governo Federal disponibilizou toda a sua estrutura para auxiliar estados e municípios afetados.

Ele explicou que, após o reconhecimento oficial de uma situação de emergência ou calamidade pública pela Defesa Civil Nacional, todo o aparato federal pode ser acionado para prestar apoio às regiões atingidas.

Apoio federal e reconstrução

Segundo o ministro, o trabalho do governo não se limita ao atendimento imediato das vítimas. As ações incluem assistência humanitária, recuperação de serviços essenciais e reconstrução de estruturas danificadas pelos desastres.

Waldez Góes afirmou que o governo tem recebido apoio de diferentes ministérios e da Casa Civil para coordenar as medidas necessárias após os eventos extremos. De acordo com ele, os recursos para essas ações têm sido disponibilizados sempre que necessário.

A coordenação das respostas ocorre por meio da sala de situação criada pelo Governo Federal, que mantém contato permanente com estados e municípios para acelerar decisões e direcionar os recursos de forma mais eficiente.

O ministro destacou ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou a adoção das medidas necessárias para garantir agilidade nas respostas, incluindo a edição de medidas provisórias, o fortalecimento da articulação entre os entes federativos e a mobilização de diferentes órgãos públicos.

Além disso, as Forças Armadas também foram empregadas em operações de apoio, com utilização de equipamentos, tecnologia, embarcações e efetivos para auxiliar populações afetadas por desastres climáticos em diversas regiões do país.

 

 

Da redação

Fonte: Governo Federal

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