Fim da escala 6x1 prevê salários mantidos
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a discussão sobre o fim da escala de trabalho 6x1 está alinhada às transformações do mercado e à evolução da produtividade. Durante entrevista nesta quarta-feira (6), ele defendeu a mudança como necessária, destacando que avanços tecnológicos e organizacionais permitem uma nova lógica de jornada sem prejuízo aos trabalhadores.
Segundo o ministro, qualquer proposta que avance no Congresso Nacional deverá assegurar que não haja redução salarial. A garantia, de acordo com ele, é um ponto central da iniciativa apresentada pelo governo. “Não vai haver redução de salário”, reiterou, ao enfatizar o compromisso com a manutenção da renda.
Mais descanso e impacto social
A proposta em debate prevê a transição para um modelo com dois dias de descanso semanal. Durigan ressaltou que a mudança pode contribuir para melhorar a qualidade de vida e fortalecer o convívio familiar, especialmente entre trabalhadores de menor renda.
Dados mencionados pelo ministro indicam que cerca de três em cada dez trabalhadores ainda estão submetidos à escala 6x1, sendo que a maior parte recebe até dois salários mínimos. Para ele, a medida busca corrigir uma desigualdade, já que profissionais com rendas mais altas tendem a ter jornadas mais flexíveis.
Diálogo com setores produtivos
Durigan também destacou que o governo tem mantido diálogo com diferentes setores da economia para avaliar as particularidades de cada área. A intenção, segundo ele, é equilibrar interesses e construir uma transição viável, levando em conta as necessidades do mercado e dos trabalhadores.
“O desafio é fazer esse equilíbrio entre os vários interesses”, afirmou, ao reforçar que o processo será conduzido com negociação e análise técnica.
Produtividade e acesso ao crédito
No campo econômico, o ministro defendeu políticas voltadas ao aumento da produtividade das empresas, como alternativa à concessão de novos incentivos fiscais. Entre as medidas citadas estão a ampliação do acesso a crédito mais barato e o fortalecimento de programas de capacitação profissional.
Durigan mencionou iniciativas como o Desenrola e a ampliação de fundos garantidores como ferramentas para facilitar o financiamento, especialmente para pequenos negócios. Para ele, esse tipo de ação pode gerar mais შედეგ econômico do que benefícios tributários.
Menos burocracia no Imposto de Renda
Na área tributária, o ministro voltou a defender a simplificação do Imposto de Renda. Ele destacou o avanço das declarações pré-preenchidas como um passo para reduzir a burocracia e, no futuro, eliminar a necessidade de envio manual das informações.
Durigan afirmou que a proposta está alinhada à ideia de um Estado mais eficiente, que reduza o tempo gasto pelos cidadãos com obrigações fiscais. Segundo ele, a simplificação também beneficia trabalhadores que já enfrentam jornadas intensas e desgaste profissional.
Da redação
Fonte: Governo Federal
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